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17 de Outubro
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Baixam níveis de importação de carnes e produtos agrícolas no país

Moçambique regista redução na importação de produtos agrícolas e carnes para comercialização

O país está a registar redução na importação de produtos agrícolas, bem como da carne para a comercialização. O dado resulta do incremento da produção interna e das ligações entre os produtores e centros de comercialização que estão a ser feitas pelo Ministério da Indústria e Comércio (MIC) após a realização da 53.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2017), que terminou a 3 de Setembro corrente.

O MIC e parceiros dizem estar a levar a cabo uma série de acções que visam estabelecer uma ligação entre os campos de produção e os comerciantes. A medida visa também responder às necessidades de consumo, numa altura em que o país depende, em grande medida, das importações para se abastecer de produtos alimentares básicos.

O tomate e a batata-reno, embora produzidos localmente, são igualmente importados da África do Sul e de outros países, mas esta dependência está, cada dia, a reduzir, porque os agricultores moçambicanos estão a produzir quantidades que até chegam a ser exportados, por exemplo, batata-reno de Angónia, província de Tete, feijão manteiga das províncias do Niassa e Cabo Delgado, além do tomate das províncias de Gaza e Inhambane.

“Este ano foi muito produtivo, em termos da agricultura, como é o caso de cereais, hortícolas, legumes e leguminosas e há abertura de recepção destes produtos provenientes de todo o país, partindo da região norte, como é o caso do feijão da província do Niassa, onde muitos comerciantes mostraram interesse de obter o produto, bem como da província de Cabo Delgado” afirmou Zulmira Macamo, directora nacional do Comércio Interno.

O Ministério da Indústria e Comércio disse igualmente, em conferência de imprensa, que maior parte de carne consumida no país é nacional, havendo uma parte que é proveniente da Argentina e África do Sul, o que significa que os produtores moçambicanos estão cada vez empenhados no aumento, com vista a responder às necessidades que o país tem.

“O grosso do que é consumo no país é da produção nacional, por exemplo, a carne que é comercializada em alguns supermercados é de produtores internos, sendo que pequena quantidade é importada da vizinha África do Sul e Argentina, maiores produtores de carne”, disse Macamo e acrescentou que maior parte de carne importada é a que já tem algum tratamento adicionado, como é o caso da carne já temperada que o país ainda não tem capacidade e técnica suficientes para fazer tal processamento. A directora nacional do Comércio Interno garantiu que não haverá falta de “stock” de carne durante o fim de ano.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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