O País Online - A verdade como notícia

Sábado
21 de Outubro
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Economia Economia CTA aponta os erros por detrás das sucessivas quedas

CTA aponta os erros por detrás das sucessivas quedas

Moçambique está na penúltima posição no Índice de Competitividade Global do ambiente macroeconómico

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifestou pouca surpresa com os resultados do Índice de Competitividade Global, que, no caso do ambiente macroeconómico, coloca o país na penúltima posição.

“Pessoalmente, não esperava que estivéssemos a subir. Pelo contrário, pela situação toda que estamos a viver, só podia esperar uma reacção negativa das instituições na classificação que nos dão”, disse Kekobad Patel, presidente do pelouro fiscal e comércio internacional, na sua primeira reacção.

Patel considera que as classificações negativas que o país vem registando resultam de uma perda de foco, nas políticas nacionais, “daquilo que se deve fazer para que o ranking do país possa melhorar drasticamente”.

Patel lamentou, ainda, que o governo esteja a dar pouca atenção a algumas propostas de contribuição que o sector privado apresenta, para melhorar, em última análise, o ambiente de negócios no país. “O que está a acontecer é que muito do trabalho que temos estado a fazer, desde estudos que temos estado a apresentar sobre vários sectores, não tem tido uma reacção muito rápida” lamentou.

Desafios

O empresariado nacional considera que “um dos factores que tornaram negligenciados os factores básicos para a competitividade da economia foi o facto de Moçambique ter crescido na base de sectores voltados para a exportação de matérias brutas”.

De acordo com o director executivo da CTA, Eduardo Sengo, “este tipo de sectores não exige muito sobre o ambiente geral de negócios que a economia oferece, comparativamente a sectores voltados para manufacturar e adição de valor aos produtos primários”. Neste sentido, a CTA defende que o país deve apostar num crescimento baseado em actividades que trazem valor acrescentado aos produtos primários.

“Uma forma de implementar uma política destas é apostar nos ‘clusters’. Um ‘cluster’ é um conjunto de empresas que actuam na mesma área, concentradas num mesmo ponto geográfico, pelo que podem desenvolver sinergias visando o aumento da sua produtividade”.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


publicidade

Edição Impressa e O Tempo

 Edição  O Tempo

 Edição Impressa -20-10-2017

Impressa

 

Maputo

 

Inhambane

 Beira
 

Nampula

 
 

Edição Impressa420