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19 de Outubro
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Recuperação económica sob risco de flutuação de preços de matérias-primas

Banco Mundial alerta que recuperação da economia moçambicana está sob risco de ser afectada negativamente pela flutuação dos preços de matérias-primas

O Banco Mundial alerta que a recuperação da economia moçambicana está sob o risco de ser afectada negativamente pela flutuação dos preços de matérias-primas e dependência da evolução do sector extractivo.

Foi durante a apresentação das perspectivas da economia africana, em vídeo-conferência, que o Banco Mundial apresentou o relatório sobre a actualidade económica de Moçambique. No documento, a instituição confirma a recuperação dos indicadores macroeconómicos do país com destaque para o crescimento do Produto Interno Bruto - valor de toda a riqueza produzida no país, em 2,9%, no primeiro trimestre do ano -, o dobro do crescimento verificado em igual período de 2016, quando quase todos os indicadores de estabilidade se deterioraram numa crise que começou em 2015. Outro aspecto animador, revelada pelo Banco Mundial é a recuperação das taxas de câmbio do metical em relação ao dólar, em 28% nos últimos nove meses deste ano, e o abrandamento da subida do nível geral de preços.

Contudo, o Banco Mundial alerta que a elevada dependência da evolução do sector extractivo e eventuais flutuações nos preços de matérias-primas representam riscos para a estabilidade económica. É que a redução dos preços de produtos de exportação, entre eles o alumínio e o carvão, reduz em grande medida as receitas de exportações do país, que depende em mais de 80% das exportações dos grandes projectos.

O Banco Mundial sugere, entretanto, a necessidade de uma resposta mais incisiva a nível da cobrança de impostos, num cenário de elevado défice do Orçamento do Estado e de dificuldade na reestruturação da dívida pública.

Em relação à África Subsaariana, o Banco Mundial também apresenta perspectivas optimistas de recuperação económica. A região está a apresentar recuperação moderada com previsão de um crescimento de 2.4% este ano depois de 1.3% em 2016, principalmente devido ao bom desempenho das grandes economias, nomeadamente a Nigéria e a África do Sul.

Desafio: maior aposta na educação

O Banco Mundial sugere que os governos africanos apostem mais na qualificação de recursos humanos para reduzir a pobreza e fomentar a inclusão financeira. Reconhece que houve “conquistas impressionantes” no aumento de crianças com acesso ao ensino nos últimos 50 anos, mas prevalecem desafios: uma em cada três crianças não consegue concluir o ensino primário. Em grande número de países, menos de 50% das crianças conclui o ensino secundário e menos de 10% chaga à universidade.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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