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Receita da Aeroportos de Moçambique cai 6% em 2009

Trânsito aéreo caiu 13% em 2009 em Moçambique

Maldita crise! A empresa Aeroportos de Moçambique sofreu uma perada de 6% nas receitas, durante o exercício económico 2009, comparativamente ao ano anterior, altura em que encaixou de receitas cerca de 27,5 milhões de dólares. A recessão económica, que reduziu a movimentação de pessoas e bens, é apontada como a principal razão para os resultados.

Em 2009, a empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM) arrecadou receitas na ordem de 26 milhões de dólares, segundo deu a conhecer o administrador do pelouro de Tráfego Aéreo e Aeroportos, Emanuel Chaves. Este montante representa um decréscimo na ordem de 6%, comparativamente ao ano anterior. Esta situação foi determinada pela redução da mobilidade de pessoas e bens por via aérea.

O trânsito aéreo caiu 13% em 2009 em Moçambique, em resultado da queda do número de passageiros e de aeronaves que aterraram e sobrevoaram o território nacional. Em 2008, cerca de 1 milhão de passageiros estiveram em Moçambique, mas no ano seguinte este número desceu para cerca de 630 mil.

Em relação às aeronaves que aterraram no país, o número reduziu de pouco mais de 39 mil para cerca de 24 mil. Para fazer face a este cenário, a empresa voltou os esforços para outras actividades comerciais, fora do seu “core business”, ou seja, as vendas não-aeronáuticas, que é o caso de publicidade para algumas empresas, serviços de aluguer de viaturas, entre outros.

Em relação ao presente ano, o tráfego aeroportuário não conseguiu alcançar as metas traçadas para o número de passageiros em 12,6%. Para o número de aeronaves e quantidade de carga que se ambicionava, o cenário também foi o mesmo, as previsões falharam em 14% e 24,5%, respectivamente.

Os dados relativos ao tráfego aeroportuário indicam que os aeroportos de Maputo, Beira, Nampula, Pemba e Tete foram os que registaram maior movimento.

A empresa justifica o não alcance das metas pelo facto de terem assumido expectativas optimistas na elaboração do plano, contando com a entrada de novos operadores aéreos no mercado nacional, situação que não se concretizou.

Investimentos continuam

Até ao momento, a ADM investiu cerca de 150 milhões de dólares. Parte significativa deste valor foi aplicada na ampliação e modernização de algumas infra-estruturas aeroportuárias, com destaque para o Aeroporto Internacional de Maputo e Aeroporto de Vilankulos, em Inhambane. A aquisição de equipamentos também consta da lista de “itens” que mereceram atenção em termos de investimento.

À luz do plano quinquenal do governo, no que diz respeito às infra-estruturas aeroportuárias, está previsto o desembolso de cerca de 400 milhões de dólares, não só para a “modernização e ampliação”, mas também para a edificação.

No primeiro semestre deste ano, a empresa alcançou resultados positivos. As receitas subiram 20,87% para 182 milhões de meticais.

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