O País Online - A verdade como notícia

Domingo
23 de Novembro
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Economia Economia Portugueses satisfeitos com investimentos em Moçambique

Portugueses satisfeitos com investimentos em Moçambique

"Portugal ocupa a primeira posição dentro do investimento estrangeiro em Moçambique"

Os investidores portugueses, que actuam em Moçambique, nos  sectores da banca, construção, turismo e energia fazem uma apreciação positiva do nosso mercado, segundo deu a conhecer o embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos.

Portugal é, actualmente, o maior investidor em Moçambique. Como avalia as relações comerciais entre estes dois países?

As relações económicas entre os dois países (Portugal e Moçambique) encontram-se num período, de facto, de grande expansão. E esse desenvolvimento na área económica teve um impulso este ano, durante o primeiro semestre, com as visitas do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, em Março deste ano, e com a visita do presidente da República de Moçambique a Portugal, em Abril. Estas duas visitas vieram também potenciar uma relação económica e comercial que era já muito importante, mas que teve um impulso com estas duas visitas. Portanto, eu concluiria dizendo que foram divulgadas, agora, umas estatísticas do Centro de Promoção de Investimento (CPI), sobre o investimento estrangeiro no primeiro semestre deste ano e, como se referiu, Portugal ocupa a primeira posição dentro do investimento estrangeiro em Moçambique. Esse é mais um sinal do bom momento que as relações económicas entre Portugal e Moçambique atravessam.

E como é que Portugal vê Moçambique como porta de entrada para a região da SADC?

Essa é recomendação que temos feito a alguns dos nossos investidores, e também pessoas que tem relações comerciais com Moçambique e que vê Moçambique não só como país, mas também como porta de entrada para um mercado muito mais vasto - à volta de 250 milhões de pessoas dos países da SADC.

Essa é prática?

Essa é prática e é a recomendação que temos feito numa área da África Austral, onde Portugal tem uma posição particularmente importante. Na África do Sul, temos uma enorme comunidade portuguesa e, em Angola, temos relações económicas privilegiadas.

  Em que áreas Portugal vê Moçambique como um mercado competitivo?

Eu diria que num enorme leque de áreas. Como sabe, Portugal tem uma posição importante no sector da banca e dos seguros, mas também na construção e no mobiliário, no turismo, no sector energético, com desenvolvimentos recentes, obviamente decorrentes das visitas de que falei. No sector livreiro, no sector de cimentos, na pasta de papel com o investimento da Portucel, que vai ser um investimento mais relevante nos próximos anos.

Quantas empresas portuguesas existem em Moçambique?

Cerca de 250 empresas.

E quantos portugueses residem em Moçambique?

Temos 15 mil inscritos. Nós pensamos que o número real ande no intervalo de 15 e 20 mil, porque há muitos portugueses não inscritos.

Em que sectores o investimento português tem maior presença em Moçambique?

Os sectores com maior presença portuguesa em Moçambique são a banca, seguros, construção, cimentos, turismo, sector dos livros e o grande investimento de que falei na área de papel. 

O que seria necessário para aumentar ainda mais o investimento português em Moçambique?

Eu creio que vamos, até ao final deste ano, dispor do Banco Nacional de Investimentos (BNI), que é um banco moçambicano e português, com 50% de participação de cada lado. Esse banco vai potenciar, em muito, o investimento português, na medida em que vai dar um apoio. Eu identificaria o BNI como um instrumento muito importante para definição de investidores portugueses em Moçambique.

O que deve ser melhorado nas relações económicas entre estes dois países?

Bom, há sempre maneira de melhorar. No entanto, queria dizer que nós, neste momento, encontramo-nos numa posição em que as relações económicas atingiram um nível de desenvolvimento muito relevante. Evidentemente, tudo tem que ser melhorado. Eu diria que um cada vez maior conhecimento, quer por parte dos investidores portugueses e das pessoas que fazem comércio com Moçambique, da realidade moçambicana, quer o conhecimento do mercado português por parte de potenciais investidores moçambicanos, pessoas que desenvolvem comércio com Portugal. Portanto, eu diria que o caminho do futuro é cada vez maior um conhecimento mútuo dos agentes económicos dos dois países. É isto que vai potenciar o comércio e o investimento entre Portugal e Moçambique.

Qual é o retorno que tem da avaliação que os investidores portugueses fazem da sua presença no nosso país?

Em geral, a apreciação que os investidores estrangeiros em Moçambique fazem é muito positiva. Falo dos sectores da banca, da construção, do turismo e até da parte do investimento na área energética, onde temos novos projectos a nascer. A avaliação que fazem é positiva, como disse. E, eu penso que o nosso objectivo, enquanto embaixada, enquanto ligação do AICEP, é, precisamente, dar o apoio de que estes empresários necessitam. Apoio a todos os níveis, apoio também em termos de planificação, de legislação, de clarificação do modo de funcionamento da economia em Moçambique, dos principais agentes económicos. Portanto, há todo um trabalho profundo a fazer junto dos nossos empresários, no sentido de irmos cada vez mais melhorando esta relação.

E quanto à Facim 2010, como é que será a presença portuguesa?

Nós registámos um aumento significativo de empresas. Vamos ter, este ano, 55 empresas portuguesas, aqui representadas. No ano passado, tínhamos a volta de 40. Serão, em princípio, 50 empresas em três associações. Vamos ter também a presença de um membro do governo, o secretário de Estado e do Comércio, que se desloca a Moçambique justamente para esta feira, para além da direcção do aicep, que é o nosso organismo que promove as exportações, e a maioria destes empresários que têm expositores na feira.

E qual é a grande expectativa em termos de projectos afirmados?

Nós temos vários projectos a decorrer. Digamos que, no fim da Facim (um local de encontro de empresários), podemos fazer um balanço do que é que saiu. mas independentemente daquilo que venha a ser acordado entre os empresários dos dois países, nós temos projectos muito importantes em curso, na área das energias. Temos uma parceria da Empresa Portuguesas de Transmissão de Energia, que é a REN, com a EDM, para grandes projectos. Temos o projecto de que lhe falei da Portucel, que vai ser o maior investimento português, vai ser um investimento que, no final, vai ser rescalonado e que, depois, terá a volta de 2 000 milhões de euros para a produção da pasta de papel. O comércio entre os dois países tem vindo a crescer a uma média de 14% ao ano. Por exemplo, os últimos números de que dispomos são de 2009. Mas, no ano de 2009, houve um crescimento de cerca de 30% em ralação ao ano de 2008, ou seja, a média nos últimos cinco anos é de 14%. As exportações portuguesas para Moçambique são, sobretudo, máquinas e aparelhos como primeiro item. O segundo item são produtos alimentares e o terceiro são papel e derivados, onde se inclui livros, e essa é outra parte importante das nossas trocas comerciais. Nós esperamos, sobretudo nestes três grandes sectores de exportação (máquinas e aparelhos, produtos alimentares e produtos de papel e derivados), que os agentes de negócios dos dois países se ponham em contacto e que se formalizem novos negócios, pois é para isso que as feiras existem, e que eles próprios combinem e formalizem novos negócios.

Para além da parceria de que falei entre a REN e a EDM (Electricidade de Moçambique) para grandes projectos de transmissão de energia, há uma área nova nas relações económicas entre os dois países, que são as energias renováveis. Esta área, que sofreu um impulso importante durante a visita do primeiro-ministro, em Março passado, e temos também vários projectos a arrancar em termos de energia solar, hídrica e eólica. Portanto, este é um sector do futuro e que apresenta vantagens comparativas em relação às energias mais clássicas. Temos, hoje em dia, uma tecnologia bastante avançada nesta área das “renováveis”. E queremos também partilhar com Moçambique estas tecnologias de que dispomos.

 


publicidade

Moeda

Compra

Venda

DolarUSD30,65 31,27
Rand ZAR 2,77 2,83
EuroEUR38,3739,15
LibraGBP47,8748,82
IeneJPY0,26130,2665

Edição Impressa - O País Económico

Edição Impressa 268

window.addEvent('domready', function(){ checkCookie(); }); function showMe (id, box) { if( document.getElementById(id).checked == true ){ document.getElementById(box).style.display = 'block'; jsCookies.set(id, "on", 365 ); }else{ document.getElementById(box).style.display = 'none'; jsCookies.set(id, "", 365 ); } } function checkCookie() { var radio5 = jsCookies.get("radio5"); var radio8 = jsCookies.get("radio8"); var radio9 = jsCookies.get("radio9"); var radio11 = jsCookies.get("radio11"); var radio12 = jsCookies.get("radio12"); var radio13 = jsCookies.get("radio13"); if( radio5 == 'on' ){ document.getElementById("radio5").checked = true; document.getElementById("sec-5").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio5").checked = false; document.getElementById("sec-5").style.display = 'none'; } if( radio8 == 'on' ){ document.getElementById("radio8").checked = true; document.getElementById("sec-8").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio8").checked = false; document.getElementById("sec-8").style.display = 'none'; } if( radio9 == 'on' ){ document.getElementById("radio9").checked = true; document.getElementById("sec-9").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio9").checked = false; document.getElementById("sec-9").style.display = 'none'; } if( radio11 == 'on' ){ document.getElementById("radio11").checked = true; document.getElementById("sec-11").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio11").checked = false; document.getElementById("sec-11").style.display = 'none'; } if( radio12 == 'on' ){ document.getElementById("radio12").checked = true; document.getElementById("sec-12").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio12").checked = false; document.getElementById("sec-12").style.display = 'none'; } if( radio13 == 'on' ){ document.getElementById("radio13").checked = true; document.getElementById("sec-13").style.display = 'block'; }else{ document.getElementById("radio0").checked = false; document.getElementById("radio13").checked = false; document.getElementById("sec-13").style.display = 'none'; } } var jsCookies = { // this gets a cookie and returns the cookies value, if no cookies it returns blank "" get: function(c_name) { if (document.cookie.length > 0) { var c_start = document.cookie.indexOf(c_name + "="); if (c_start != -1) { c_start = c_start + c_name.length + 1; var c_end = document.cookie.indexOf(";", c_start); if (c_end == -1) { c_end = document.cookie.length; } return unescape(document.cookie.substring(c_start, c_end)); } } return ""; }, // this sets a cookie with your given ("cookie name", "cookie value", "good for x days") set: function(c_name, value, expiredays) { var exdate = new Date(); exdate.setDate(exdate.getDate() + expiredays); document.cookie = c_name + "=" + escape(value) + ((expiredays == null) ? "" : "; expires=" + exdate.toUTCString()); }, // this checks to see if a cookie exists, then returns true or false check: function(c_name) { c_name = jsCookies.get(c_name); if (c_name != null && c_name != "") { return true; } else { return false; } } };