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25 de Março
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“O modelo societário do país não privilegia a cultura”

“O modelo societário do país não privilegia a cultura”

A literatura é uma manifestação cultural que amplia saberes quando é tida como prioritária. No entanto, na opinião de António Cabrita, Moçambique não é um exemplo de país que luta pelas letras. Aliás, o poeta e escritor considera que o país não possui um modelo societário que privilegie a cultura. E defende que não pode haver escritores esclarecidos sem um estudo apurado da literatura, “daí que a maior parte dos nossos autores não conhece a poesia, do ponto de vista do saber”. Tal cenário, para Cabrita, é motivado pela conjuntura sócio-económica que não é favorável; por exemplo, um professor universitário não pode comprar livros, diz, porque o que ganha corresponde ao salário de uma empregada doméstica, noutros países. Mas o problema também deve-se ao facto de as bibliotecas estarem mal providas e por não existir uma inspecção que circule pelas livrarias de modo que garanta que o livro seja vendido a um preço razoável. E o poeta não se prende à escrita literária. Porque o mundo é o seu espaço, nesta intervenção o autor de Éter partilha uma opinião particular sobre as acções do Estado Islâmico e do que faz de Mugabe um exemplo da degeneração dos valores.

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“Chefe de Estado deve liderar diálogo público-privado”

“Chefe de Estado deve liderar diálogo público-privado”

A menos de uma semana da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o empresariado não está satisfeito com o rumo das reformas que visam melhorar o ambiente de negócios. O “chefe dos patrões”, Rogério Manuel, afirma que o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, deve liderar o diálogo público-privado para que os Ministérios tomem medidas que facilitem os negócios. Mais: o Presidente da CTA quer que Nyusi demita os ministros que não cumpram as metas de reforma do ambiente de negócios. Por falta de seriedade. Com a XIV CASP marcada para 28 de Julho, o Presidente da CTA falou dos temas que vão dominar a conferência, sendo que a crise actual será incontornável. Os debates serão animados por oradores nacionais e estrangeiros, mas Rogério Manuel diz que a superação da crise passa por proteger o produtor nacional, sobretudo agrícola.

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“A literatura adocica a vida das pessoas”

“A literatura adocica a vida das pessoas”

Luís Cezerilo vive a arte literária nas suas múltiplas dimensões. Para o poeta e professor, a escrita tem o poder de adocicar a vida das pessoas e libertar nelas o que têm de melhor. Por isso, o autor de “O arrumador de luzes” defende a necessidade de o país massificar o livro, pois a escrita funciona como um elemento de educação. Portanto, Luís Cezerilo encara a literatura como esse processo de transmissão de mensagens onde as pessoas são chamadas a sair da sua sonolência para que se tornem grandes, ao nível da alma, através da partilha e da busca pela autenticidade.

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“O problema foi usar a dívida como uma mina”

“O problema foi usar a dívida como uma mina”

O economista Carlos Nuno Castel-Branco afirma que a dívida de Moçambique, além de insustentável, é ilícita e que, por isso, não deve ser paga. E lamenta que os avisos para a situação actual não tenham sido ouvidos, mas antes ridicularizados, principalmente na era Guebuza, o que talvez possa acontecer agora, servindo para repensar o modelo económico do país. Depois de haver uma auditoria independente.

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“Não volto a escrever. Basta!”

“Não volto a escrever. Basta!”

É a escritora mais incisiva no universo literário moçambicano. Começou a publicar por volta de 1984 e, em 1990, lança seu primeiro livro: Balada de amor ao vento. A partir daí, nunca mais cedeu. Vieram mais e muitos livros que a levaram a conquistar o mundo, com muitos aborrecimentos pelo meio, pois a autora nunca se sentiu compreendida no seu país. Também, por isso, Chiziane resolveu abandonar a escrita porque está cansada das lutas travadas ao longo dos 26 anos de carreira. Nesta entrevista, além da escritora se despedir dos seus leitores, estabelece uma leitura sobre os textos que caracterizam a sociedade moçambicana, tocando na religião, na identidade e na liberdade.

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“São os poetas que nos trazem a forma mais nobre de usar a língua”

“São os poetas que nos trazem a forma mais nobre de usar a língua”

O poder da literatura não se esgota no valor estético. Em harmonia com as letras há toda uma educação que se liberta de quem lê, sobretudo quando o acto da leitura é introduzido ainda em tenra idade. Raciocinando assim, o Professor de Literatura e Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, Nataniel Ngomane, defende que se volte a apostar nos textos literários como veículo para garantir o domínio da língua portuguesa, pois, na sua percepção, são os poetas que nos trazem a forma mais nobre e elevada de usar a língua e, através da literatura, as pessoas são introduzidas no seu próprio mundo. Só assim, na óptica do professor universitário, é possível combater a deficiência, de uma maneira geral, em termos de domínio da língua portuguesa que afecta os moçambicanos, o que implica reverter a tendência que o país tem em supervalorizar as áreas, por exemplo, da indústria extractiva e das engenharias e subalternizar as áreas das línguas. De acordo com Nataniel Ngomane, o conhecimento é importante e poderoso, de modo que as pessoas não sejam barradas das suas escolhas. E disse mais, ao avaliar as letras moçambicanas: “há muito lixo publicado no país, quer ao nível literário quer ao nível académico”.  

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   “Queremos infra-estruturas e incentivos para investir no Niassa”

“Queremos infra-estruturas e incentivos para investir no Niassa”

Niassa é a província mais distante dos grandes centros de tomada de decisão do país, onde as infra-estruturas de todo o tipo mais escasseiam. Em entrevista com Fanequisso Maurício, jovem empreendedor nativo daquela província, ficamos a saber os principais anseios dos jovens: estímulos para investir e criar auto-emprego

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“A poesia é uma maneira de pensar e de conhecer”

“A poesia é uma maneira de pensar e de conhecer”

Juvenal Bucuane é dos rostos mais relevantes da Geração Charrua. Escreve há 40 anos. E, durante o percurso literário, lançou uma dezena de livros. Um deles é intitulado “O fundo pardo das coisas”, o qual sublinha que a alma do poeta assenta numa base familiar. 

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“Temos de  aumentar a capacidade de antecipação”

“Temos de aumentar a capacidade de antecipação”

João Machatine, director-geral do INGC

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“A poesia ajudou-me a ser livre”

“A poesia ajudou-me a ser livre”

A poesia de Sónia Sultuane não vem do nada. Há uma fonte e uma direcção. Nesta entrevista, a autora de “Sonhos” e “Imaginar o poetizado” não só assume que a escrita é parte de quem escreve como também frisa que com a escrita conquistou a liberdade.

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“É uma boa surpresa participar do maior torneio de ténis do mundo”

“É uma boa surpresa participar do maior torneio de ténis do mundo”

A internacionalização do Standard Bank Open de Maputo e a consequente participação de árbitros internacionais permitem dar um rosto mais visível deste desporto fora de portas. Com efeito, o moçambicano Stélio Carlos vai se tornar durante o mês de Junho no primeiro juiz moçambicano de ténis a conhecer uma internacionalização ao mais alto nível quando pisar o palco dum dos mais prestigiados torneios do mundo da modalidade denominado Wimbledon 2016, e que vai decorrer entre os dias 27 de Junho e 10 de Julho. Entrevistado pelo “O País”, ele conta com emoção a realização daquilo que considera ser um sonho.

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“A escrita impinge-nos uma forma de ser e de estar na sociedade”

“A escrita impinge-nos uma forma de ser e de estar na sociedade”

Clemente Bata lançou mais um livro de contos, desta vez, na terra do samba. Num contexto em que a publicação no país ainda é um “problema”, Bata abraçou a oportunidade cedida pela editora Kapulana e publicou “Outras coisas”, livro que realça seu amadurecimento literário.

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“A música é um antídoto para os dramas sociais”

“A música é um antídoto para os dramas sociais”

A música é um universo estético que não se tranca aos eventos sociais. Além de confortar quem a ouve, molda mentalidades e prepara o Homem para a vida em sociedade. Quem assim entende é Kika Materula, a mentora do projecto Xiquitsi, distinguida pelo presidente português com o Grau de Oficial da Ordem de Mérito, no passado dia 5.

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“Ninguém é eterno no governo em democracia”

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Entrevista a presidente de Portugal Marcelo Rebelo

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Fotogaleria: DIA DOS HERÓIS MOÇAMBICANOS

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Fotogaleria :VISITA DE RECEP ERDOGAN A MOÇAMBIQUE

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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