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20 de Setembro
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Entrevistas

“Moçambique vive uma governação atípica”

“Moçambique vive uma governação atípica”

Nasceu na Frelimo e é hoje o número dois do segundo maior partido da oposição nacional. Em “Grande Entrevista a STV”, Lutero Simango abriu o peito e falou de tudo, um pouco, numa conversa que a seguir, trasncrevemos na íntegra

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“O rap influenciou toda música jovem moçambicana”

“O rap influenciou toda música jovem moçambicana”

Kloro não duvida: o rap influenciou a música moçambicana. No entanto, muitos ainda não se deram conta disso. Além de falar de música, nesta entrevista, o rapper critica e reflecte sobre o país enquanto espaço carente de mudanças

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“Estamos a identificar produtos que podem elevar o valor das nossas exportações”

“Estamos a identificar produtos que podem elevar o valor das nossas exportações”

Esta é uma edição da Facim que acontece num momento de profunda queda da actividade económica e de instabilidade política, desafiando os organizadores a aguçarem a criatividade para venderem o bom que ainda resta no país. O Presidente do Conselho de Administração do Instituto para a Promoção de Exportações (IPEX), João Macaringue, fala de um trabalho interinstitucional para poder ultrapassar as dificuldades que Moçambique atravessa e que, por não pouparem ninguém, convocam todos

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“Tenho saudades do futebol, do espectáculo e de estádios lotados”

“Tenho saudades do futebol, do espectáculo e de estádios lotados”

Foi um dos melhores médios ofensivos e avançado que Moçambique produziu, marcou vários golos, de muito belo efeito, e teve uma carreira desportiva notável que o levou a jogar em Portugal pelas mãos do Sporting. Calton Banze é um dos principais emblemas do Desportivo de Maputo, e hoje um dos emblemas da formação no clube “alvi-negro”.

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Daniel Rodrigues: o World Press Photo comprometido com a causa humana

Daniel Rodrigues: o World Press Photo comprometido com a causa humana

As diferentes facetas e condições do Homem interessam ao fotojornalista português vencedor do World Press Photo, na categoria “Daily Life”, em 2013. Investindo num traço sombrio, Daniel Rodrigues espera que a fotografia aproxime culturas e mostre que não é preciso muito para se ter uma vida normal. Por isso, para o português, a fotografia é, igualmente, uma maneira de pensar o mundo.

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“Solução está em definir prioridades em momentos de crise”

“Solução está em definir prioridades em momentos de crise”

Economista e antigo Ministro da Administração Estatal, o professor José Chichava advoga que só as medidas monetaristas tomadas pelo Banco Central não conseguirão debelar a crise em que se encontra o país, porque não dependem apenas de Moçambique. E defende que o Governo deve, outrossim, tomar medidas tendentes ao aumento da produção agrícola interna, mas através de um esforço selectivo e que não coloque em causa os níveis básicos de bem-estar da população

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“Os mediadores não são os donos do nosso problema”

“Os mediadores não são os donos do nosso problema”

Afonso Dhlakama diz que cabe ao governo e à Renamo devolver a paz e não aos mediadores. Numa entrevista ao “O País”, o líder da Renamo confirma a autoria de todos os ataques no país e garante que tem controlo dos seus homens

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“Banco Central tomou a medida mais errada”

“Banco Central tomou a medida mais errada”

O economista Roberto Júlio Tibana desaprova o aumento das taxas de juro e sugere que a resolução da dívida está no corte das despesas do Estado. E na paz que é obrigatório alcançar.

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“Deve haver descentralização de alta intensidade”

“Deve haver descentralização de alta intensidade”

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo conhecedor da realidade moçambicana, analisa os principais acontecimentos do país. Defende a descentralização, democracia, combate à corrupção e direitos humanos

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“O modelo societário do país não privilegia a cultura”

“O modelo societário do país não privilegia a cultura”

A literatura é uma manifestação cultural que amplia saberes quando é tida como prioritária. No entanto, na opinião de António Cabrita, Moçambique não é um exemplo de país que luta pelas letras. Aliás, o poeta e escritor considera que o país não possui um modelo societário que privilegie a cultura. E defende que não pode haver escritores esclarecidos sem um estudo apurado da literatura, “daí que a maior parte dos nossos autores não conhece a poesia, do ponto de vista do saber”. Tal cenário, para Cabrita, é motivado pela conjuntura sócio-económica que não é favorável; por exemplo, um professor universitário não pode comprar livros, diz, porque o que ganha corresponde ao salário de uma empregada doméstica, noutros países. Mas o problema também deve-se ao facto de as bibliotecas estarem mal providas e por não existir uma inspecção que circule pelas livrarias de modo que garanta que o livro seja vendido a um preço razoável. E o poeta não se prende à escrita literária. Porque o mundo é o seu espaço, nesta intervenção o autor de Éter partilha uma opinião particular sobre as acções do Estado Islâmico e do que faz de Mugabe um exemplo da degeneração dos valores.

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“Chefe de Estado deve liderar diálogo público-privado”

“Chefe de Estado deve liderar diálogo público-privado”

A menos de uma semana da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o empresariado não está satisfeito com o rumo das reformas que visam melhorar o ambiente de negócios. O “chefe dos patrões”, Rogério Manuel, afirma que o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, deve liderar o diálogo público-privado para que os Ministérios tomem medidas que facilitem os negócios. Mais: o Presidente da CTA quer que Nyusi demita os ministros que não cumpram as metas de reforma do ambiente de negócios. Por falta de seriedade. Com a XIV CASP marcada para 28 de Julho, o Presidente da CTA falou dos temas que vão dominar a conferência, sendo que a crise actual será incontornável. Os debates serão animados por oradores nacionais e estrangeiros, mas Rogério Manuel diz que a superação da crise passa por proteger o produtor nacional, sobretudo agrícola.

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“A literatura adocica a vida das pessoas”

“A literatura adocica a vida das pessoas”

Luís Cezerilo vive a arte literária nas suas múltiplas dimensões. Para o poeta e professor, a escrita tem o poder de adocicar a vida das pessoas e libertar nelas o que têm de melhor. Por isso, o autor de “O arrumador de luzes” defende a necessidade de o país massificar o livro, pois a escrita funciona como um elemento de educação. Portanto, Luís Cezerilo encara a literatura como esse processo de transmissão de mensagens onde as pessoas são chamadas a sair da sua sonolência para que se tornem grandes, ao nível da alma, através da partilha e da busca pela autenticidade.

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“O problema foi usar a dívida como uma mina”

“O problema foi usar a dívida como uma mina”

O economista Carlos Nuno Castel-Branco afirma que a dívida de Moçambique, além de insustentável, é ilícita e que, por isso, não deve ser paga. E lamenta que os avisos para a situação actual não tenham sido ouvidos, mas antes ridicularizados, principalmente na era Guebuza, o que talvez possa acontecer agora, servindo para repensar o modelo económico do país. Depois de haver uma auditoria independente.

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“Não volto a escrever. Basta!”

“Não volto a escrever. Basta!”

É a escritora mais incisiva no universo literário moçambicano. Começou a publicar por volta de 1984 e, em 1990, lança seu primeiro livro: Balada de amor ao vento. A partir daí, nunca mais cedeu. Vieram mais e muitos livros que a levaram a conquistar o mundo, com muitos aborrecimentos pelo meio, pois a autora nunca se sentiu compreendida no seu país. Também, por isso, Chiziane resolveu abandonar a escrita porque está cansada das lutas travadas ao longo dos 26 anos de carreira. Nesta entrevista, além da escritora se despedir dos seus leitores, estabelece uma leitura sobre os textos que caracterizam a sociedade moçambicana, tocando na religião, na identidade e na liberdade.

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Fotogaleria: DIA DOS HERÓIS MOÇAMBICANOS

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Fotogaleria :VISITA DE RECEP ERDOGAN A MOÇAMBIQUE

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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