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O Município da Matola aos olhos de Calisto Cossa

45 anos depois da elevação a cidade

O presidente do Conselho Municipal da Matola, Calisto Cossa, faz um balanço positivo da implementação dos primeiros três anos do seu plano de governação e promete concluir o presente ciclo de administração com uma nova imagem da edilidade mais industrializada do país.

Em entrevista à nossa reportagem, por ocasião do 45ª aniversário da elevação da Matola à categoria de cidade, que se assinala no domingo, Cossa destacou o crescimento da rede de infra-estruturas rodoviárias como um dos exemplos das realizações dos três anos da sua administração.

”Sinto que há melhorias e, pelas indicações que nos chegam, podemos dizer que, de 2014 a esta parte, se circula melhor na cidade da Matola. É possível os munícipes fazerem a interligação dos três postos administrativos, concretamente, Matola - sede, Machava e Infulene em menos tempo. É isto que nós queremos, fazer com que as pessoas tenham oportunidades de se movimentar sem muitos constrangimentos e fazer também com que a nossa Matola tenha um crescimento célere”, destacou.

Outro avanço que o edil destaca tem a ver com os conflitos de terra, que, segundo disse, são hoje 10 vezes menos do que eram em 2014, como resultado de maior interacção entre a edilidade e o munícipe. ”Se em 2014 tínhamos, só de conflitos de DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra), acima de quatro mil casos, hoje estamos a falar de 300 ou 400, o que significa que, com esta abertura, foi possível resolver situações que os munícipes tinham, mas que não tinham a possibilidade de colocar directamente à direcção do município, aos vereadores, como também aos funcionários”, ressalvou.

Transporte público

Apesar do crescimento da rede de infra-estruturas rodoviárias, Matola, tal como outros municípios do país, enfrenta o problema de escassez de transporte para responder à demanda dos munícipes. ”Nós sentimos que ainda não atingimos o óptimo no que diz respeito ao transporte dos munícipes. Infelizmente, ainda temos situações de munícipes a serem transportados nos famosos ‘my love’ e não é nosso desejo continuar com essa realidade”, referiu.

O edil reconhece que a demanda actual por transporte na edilidade está muito acima das capacidades existentes e destacou a necessidade de interacção com o sector privado, para trazer a situação ao nível desejado. ”A nossa empresa municipal de transportes nasceu da bifurcação da empresa municipal de transporte do Maputo. Recebemos parte de autocarros de Maputo (13 em circulação) e adquirimos 20. Neste momento, porque estamos preocupados com isso, lançámos um concurso público, ano passado, para a aquisição de mais 20 . É este o esforço que estamos a fazer, que não é suficiente, porque só a cidade da Matola, em termos de autocarros, para circular numa situação sem problemas e sustentável, estamos a falar de 400 autocarros. É só imaginar o que são 400 autocarros a circular. É isso que nós queremos, mas enquanto não tivermos essa capacidade, não podemos, nem devemos, deixar de lado o sector privado”, disse, defendendo uma acção articulada entre os sectores público e privado.

Como forma de minimizar a escassez de transporte público, Cossa anunciou para breve a chegada de mais 10 autocarros, adquiridos com base no orçamento municipal, para servir o público.

Ainda assim, o edil frisou que a solução ideal para resolver, em definitivo, a questão do transporte passa por acções conjuntas entre os três municípios do extremo sul do país, nomeadamente, Maputo, Matola e Boane, destacando que há um trabalho que está a ser desenvolvido neste sentido.

Impacto da indústria

O município da Matola alberga o maior parque industrial do país, contudo, segundo Cossa, o impacto desta realidade para a edilidade ainda não está ao nível desejado. “Esta é a nossa marca. Para além de estarmos a trabalhar com o governo central, no sentido de fazer com que os resultados desta industrialização se façam sentir ao nível da nossa cidade, iniciámos um trabalho muito importante com a Associação Nacional dos Municípios, no sentido de despertar este pensamento de que algumas unidades industriais devem passar a dar a sua contribuição, do ponto de vista de receitas, lá onde estão sediadas. É um trabalho que já iniciou e, felizmente, há uma abertura de outras entidades, falo do governo provincial. Há este trabalho conjunto que vai fazer com que, efectivamente, saibamos o que é que significa, do ponto de vista do Produto Interno Bruto, esta indústria que está na nossa cidade, porque, de facto, é muito importante para nós. Não basta apenas sermos tomados como cidade industrial sem que essa indústria traga benefícios para os nossos munícipes”, frisou.

Impacto da crise

As contas da Matola também foram afectadas pela actual crise financeira que assola o país, em particular. Apesar desta situação ter forçado a edilidade a redimensionar os seus programas, Cossa diz que o importante agora é fazer da crise uma oportunidade para gerar soluções financeiras.

“Sentimos, sim, o abalo financeiro derivado desta conjuntura, não só nacional como internacional, mas, através desta crise, procuramos ver as outras alternativas, porque existem. Nós temos que trabalhar mais, porque é possível continuar a fazer o mesmo que fazíamos no momento de abundância com os poucos recursos que nós temos. É uma questão de priorização, racionalização e libertação do espírito de iniciativa. E é isto que nós temos estado a fazer“.

O legado

A cerca de dois anos do fim do actual ciclo de gestão, Calisto Cossa faz uma projecção da Matola que pretende ver a transitar para o ciclo pós-eleições autárquicas de 2018: uma Matola sustentável, aprazível, em crescimento e que seja uma referência tanto a nível nacional como mundial; uma Matola onde qualquer um consiga ver que a área habitacional está aqui, a área industrial está do outro lado e, acima de tudo, a área agrícola bem definida. em suma, uma Matola que possa, de facto, servir de bandeira para qualquer que seja o gestor que  possa passar por esta cidade“.

 

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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