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Nelson: um defesa que marca golos e almeja jogar nos Mambas

Jogador do Maxaquene sonha em jogar na Europa

É o primeiro melhor marcador do Moçambola Zap, edição 2017, com dois golos, de belo efeito, diante do Ferroviário de Maputo, na primeira jornada do campeonato. O País conversou com o atleta e ficamos a saber do seu percurso, desde as camadas de formação até aos seniores. O jogador afirma que o seu maior sonho é jogar na Europa e representar os Mambas. É um defesa, mas tem uma admiração por avançados. Acompanhe os excertos da entrevista. 

 

Quando e como inicia a sua carreira futebolística?

Já vai muito tempo, desde os meus oito anos que me interesso pelo futebol. Mas abraço o futebol federado, em 2009, nos escalões de juvenis e juniores do Estrela da Beira. Depois tive a oportunidade de ir para Quelimane, ainda em 2009. Chegado lá, dei continuidade aos estudos e comecei a jogar no Matchedje de Quelimane, nos juniores e seniores. Em 2010, passei a jogar no Palmeiras de Quelimane, onde fui um dos jogadores fundadores da equipa. Fiquei três épocas no Palmeiras e, na época futebolística de 2013, vim para o Maxaquene.

 

Qual foi o clube e a pessoa que serviu de trampolim para progredir no futebol?

O meu ex-treinador e actual técnico do Ferroviário Nacala, Rogério Balate, mais conhecido nos meandros futebolístico como Zulu. Foi um treinador que sempre me incentivou e dizia que, no momento certo, irei progredir, o que se queria era trabalhar e acreditar que tudo é possível.

 

Jogou sempre na defesa e sente-se bem nesta posição?

Por incrível que pareça, eu também não sei em que posição me sinto bem, porque jogo em todos os lugares dentro do campo, a começar da baliza até ao ataque.

 

Actualmente joga na defesa central no Maxaquene. Como que se explica o facto de aparecer a marcar golos? Qual é o segredo?

Não há nenhum segredo, o que acontece é que durante o treino, os misteres dizem que nas bolas paradas, os jogadores que têm uma altura mais alta devem ir para frente para cabecear. No caso dos dois golos que marquei diante do Ferroviário de Maputo tentei muitas vezes e outras foi o que se viu e foi uma felicidade enorme ao marcar o primeiro golo do Moçambola, é gratificante.

 

Como jogador profissional, quais são os seus sonhos?

Gostaria de jogar ao mais alto nível, em campeonatos europeus, mas para isso tenho que trabalhar muito e como sou adepto do Benfica gostaria de um dia vestir as corres deste clube de Portugal?

 

Quais são os seus ídolos a nível nacional e internacional?

Aqui em Moçambique, tenho como ídolo o avançado Parkim, que actualmente joga pela União Desportiva de Songo. Fora do país gosto de ver a jogar o avançado costa-marfinense Didier Drogba. Acho que são jogadores que se movimentam muito bem dentro do campo e sempre dão dores de cabeça aos defesas.

 

Como é que se explica que um defesa se inspire e goste de ver avançados a jogar?

A explicação disso é que comecei a jogar futebol como avançado e alguns treinadores, durante o meu percurso, apostavam em mim como ponta-de-lança.

 

O que faz nos seus tempos livres?

Nos meus tempos livres, gosto de ficar em casa a descansar, ver um bom filme e escutar boa música, na companhia da minha esposa.

 

O futebol ocupa-te muito. Está a estudar ou deixou?

Tranquei a matrícula, porque, devido aos treinos, chegava na escola e dormia no meio da aula por causa do cansaço, não conseguia concentrar-me na lição. Os meus colegas achavam estranho e perguntavam o que se estava a passar. Entendi que os treinos me desgastavam muito. Mas estou a pensar em fazer alguns cursos baseadas na especialidade que estava a fazer, que é a electricidade.

 

Pensa em algum dia chegar à selecção nacional?   

Há um ditado que diz que a esperança é a última a morrer e acredito que um dia serei chamado à selecção e ser titular indiscutível.

 

Como caracteriza o balneário do Maxaquene?

Tem muitos jovens com vontade de aprender, onde sobretudo reina a ajuda quando um tem dificuldades. Em suma, respiramos um ambiente saudável.

 

 

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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