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“Caldeirão” do Chiveve estará em condições de acolher jogos da Liga dos Campeões

Boaventura Mahave, presidente do Ferroviário da Beira, garante que até Maio campo do clube estará pronto para receber jogos da Liga dos Campeões Africanos

O Ferroviário da Beira assegurou a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos em futebol, feito que o nosso país não conseguia há 15 anos. Qual foi a chave para este sucesso?

O sentimento é de muita satisfação. E preciso saber que nos carregávamos 24 milhões de almas. Representávamos o país. Felizmente, atingimos os objectivos que traçámos. E preciso dizer que logo após termos ganho o Moçambola e entrarmos na Liga dos Campeões Africanos, nos havíamos definido como nosso objectivo entrar na fase de grupos. Esse objectivo foi atingido. Nós também já havíamos dito, depois do jogo da primeira mão, contra a equipa da Libéria, no qual vencemos dois a zero, que o embate da segunda mão seria extremamente difícil. Nós já havíamos visto que a equipa da Libéria tem uma estrutura muito boa. Tecnicamente, apresenta bons jogadores. E isso eles mostraram no terreno. Foi um jogo sofrido. Na primeira parte, não estivemos muito bem. Mas na segunda parte conseguimos acertar o nosso jogo. E, na lotaria de grandes penalidades, fomos felizes e estamos todos de parabéns. Dizer que esta vitória não e por acaso. Nós já tínhamos traçado isto como nosso plano. E, quando e assim, temos que agradecer os fazedores ou mentores deste sucesso, que são os jogadores e todos os outros que nos apoiam.

 

Vocês entram para o galarim das dezasseis melhores equipas africanas, sendo que irão jogar diante de adversários cotados e com historial no continente. Quais são os objectivos traçados para fase de grupos?

É por todos sabido que vamos para uma fase em que somente duas equipas entram pela primeira vez: nós e a equipa do CAPS United do Zimbabwe. Os restantes clubes ou equipas que lá estão, têm tradição. Nós estamos a entrar pela primeira vez. Vai ser difícil. Nós, como Ferroviário da Beira, vamos ter que fazer o melhor. Já atingimos aquilo que era o nosso objectivo, que é estar na fase de grupos. Temos que competir. Nós não podemos entrar para a fase de grupos da Liga dos Campeões como meros espectadores. A equipa vai trabalhar. Podem esperar por algo de bom da nossa equipa.

 

A Confederação Africana de Futebol deixou ficar algumas recomendações ao Ferroviário da Beira no sentido de melhorar o seu campo para poder acolher jogos da Liga dos Campeões Africanos. Até a segunda semana de Maio, período em que se disputa a primeira jornada, o campo estará em condições?

Dizer que o comissário da CAF, quando fez o levantamento de alguns pontos, nós já havíamos trabalhado nesses pontos. Nós não começámos agora que o comissário da CAF deixou ficar algumas recomendações. O Ferroviário da Beira já está a trabalhar há algum tempo. Caso contrário, seria uma lista enorme de aspectos a melhorar no campo. Nós já estamos a trabalhar e, nas recomendações que deixou - o comissário da CAF -, algumas intervenções já estavam na nossa lista para podermos executar. E preciso reconhecer que a situação económico-financeira do país não e boa. E os Caminhos de Ferro não são excepção. Nós estamos a fazer o que está dentro das nossas possibilidades. Gostaríamos de ter mais apoios para podermos pôr o campo do Ferroviário em condições de acolher todas as competições, sem excepção.  

 

Há condições para que, até finais de Abril, o clube Ferroviário da Beira possa melhorar alguns aspectos do seu campo?

Há, efectivamente, condições. Estamos a trabalhar. Nós não paramos. E, se for a ver aquilo que foram as condições, a lista era maior. Quando a Comissão de Licenciamento de Clubes visitou o campo, a lista de recomendações para melhoria era enorme. E muitos desses itens ou recomendações já executámos ou estamos a executar. Temos um mês para trabalharmos arduamente. Acho que tudo é possível. Estamos a trabalhar. E o Ferroviário da Beira vai ter que acolher estes jogos. O Ferroviário da Beira não pode vir jogar no Zimpeto. Isso não pode acontecer.

 

Com a transição à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, o Ferroviário da Beira encaixou 550 mil dólares, equivalente a 37 milhões de meticais. Qual será a aplicação deste valor?

Há custos. Não e só pensar que e um valor sem aplicação. Não. Este valor vai ser usado para as deslocações da equipa, alojamento, custos de organização do jogo e outros aspectos. Não podemos olhar para este valor como se não tivesse destino ou aplicação. Claro que, se formos a ver, talvez nada ficara. É sabido que temos muitas equipas da África do norte e estas viagens a estes pontos são extremamente longas e chatas. Para irmos à Libéria, agora, tivemos que fazer escala em Adis Abeba e Acra até chegarmos a Monróvia. E Monróvia não tem nenhuma companhia aérea. Portanto, não há voos regulares. Se não houvesse esse problema, terça-feira já estaríamos aqui em Moçambique, o que não aconteceu. Para dizer que esta organização tem custos extremamente altos. E é com este valor que temos que pagar as nossas despesas. Não podemos olhar para estes valores como se fossem lucros. Vamos usar de forma racional para que estejamos muito bem representados. É preciso saber que nesta fase de grupos, possivelmente poderemos colocar o nome dos jogadores nas camisetas. Vamos fazer o nosso melhor.

 


 

 

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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