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27 de Maio
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Japão dá 3 mil USD a brasileiros desempregados para deixarem o país

Com o agravamento da situação económica, o Japão deu início este mês a um polémico registo de imigrantes descendentes de japoneses desempregados, a maioria brasileiros e peruanos, dando três mil dólares para estes trabalhadores deixarem o país. Além do subsídio de três mil dólares, cada dependente do trabalhador terá ainda direito a um valor adicional de dois mil dólares. Nobuo Okuma, 60 anos, da cidade de Oizumi, na província de Gunma, é um dos que pensa aceitar o benefício. "Por enquanto, estou recebendo o seguro de desemprego e continuo a procurar uma vaga de trabalho. Se o seguro acabar e não conseguir recolocação, então o jeito vai ser voltar ao Brasil", diz o trabalhador, que está no país há três anos. No entanto, em alguns sectores da comunidade, a medida do Governo não foi bem recebida: "O Governo teve 20 anos para criar uma estrutura para esses trabalhadores e integrá-los na sociedade local, no entanto nada disso foi feito e agora o Japão quer simplesmente se livrar desses trabalhadores", critica o sindicalista e activista social Francisco Freitas. Já Carlos Zaha, presidente do Brasil Fureai, um grupo que foi criado para ajudar os brasileiros desempregados, defendeu a criação de uma entidade que actue no país e evitar que os trabalhadores precisem deste benefício. "Precisamos criar uma comunidade forte, activa e que pensa, para buscar soluções rápidas para os problemas actuais", diz Zaha. Assim como fez a Espanha no ano passado, quando deu início ao Plano de Retorno Voluntário, o Japão vai proibir o regresso ao país com visto de trabalho a quem aceitar o benefício. Só que, ao contrário do país europeu, que estipulou um prazo de três anos, o arquipélago ainda não definiu por quanto tempo será suspenso o visto. Quando foi anunciada a medida, a Embaixada enviou uma nota ao Ministério das Relações Exteriores do Japão, colocando-se contra a decisão. "O texto estava mal redigido e dava a entender que quem pegasse o dinheiro não poderia voltar nunca mais ao Japão", justifica Patrícia Cortês, secretária do Sector de Comunidade da Embaixada do Brasil em Tóquio Esta semana, o Governo divulgou uma nota com mais detalhes sobre o projecto. "Agora eles deixaram claro que o objectivo é ajudar os que estão muito necessitados e não têm condições de pagar uma passagem de volta ao Brasil", conta a diplomata brasileira, que considera a medida justa e humanitária. "O Japão não vai gastar uma fortuna com uma família para daqui dois meses ela voltar para cá; eles não querem financiar férias no Brasil", explica. Segundo fontes do Governo de Tóquio, o período não foi definido ainda porque o executivo quer esperar uma reacção da economia japonesa. "Na hora em que a economia reaquecer, eles vão precisar dessa mão-de-obra de novo", lembra Patrícia Cortês. Na mesma semana em que anunciou a doação do dinheiro aos brasileiros no Japão, o Governo de Tóquio divulgou um projecto de ensino do idioma e da cultura local aos estrangeiros, destacando uma verba de 10,9 milhões de dólares (8,2 milhões de euros) para a inciativa, que deverá beneficiar cerca de 5 mil pessoas. A crise internacional está a provocar uma das piores recessões no Japão desde a Segunda Guerra Mundial e cerca de 50 mil brasileiros enfrentam a ameaça de demissões, havendo já casos de quem perdeu o emprego, o tecto e precise do auxílio da comunidade.

Papa Bento XVI exprime dor pelas vítimas do sismo

Papa Bento XVI exprime dor pelas vítimas do sismo

O papa Bento XVI exprimiu esta sexta-feira a sua dor pela morte de 289 pessoas no sismo que atingiu duramente a região italiana do Abruzos e pediu que todas as pessoas e instituições ajudem a resolver os problemas mais urgentes da tragédia. Estas considerações foram manifestas numa mensagem lida em seu nome pelo seu secretário pessoal, Georg Ganswein, no início dos funerais de Estado que estão a ser realizados em Aquila, a cidade mais afectada pelo tremor. "Neste momento dramático em que a grande tragédia atingiu esta terra, estou espiritualmente convosco para compartilhar a vossa angústia, implorar a Deus o descanso eterno para as vítimas, pela recuperação rápida dos feridos e força para evitar o desalento", afirma o sumo pontífice na sua mensagem. Bento XVI fez também saber que enviou o seu Secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, para celebrar os funerais com uma mensagem de encorajamento às famílias dos mortos, feridos e desalojados. Sublinhou ainda que a violência do sismo causou situações de grandes dificuldades, mas que existe desde a primeira hora uma "crescente onda de solidariedade entre as pessoas, graças á qual foram organizadas as primeiras ajudas, com uma acção sempre decisiva do Estado, instituições eclesiásticas e de privados". Na sua mensagem lida por Ganswein, papa indicou que o sismo também foi sentido no Vaticano (Roma fica a 80 quilómetros de Aquila) e que desde o primeiro momento seguiu de perto os acontecimentos com grande reocupação. O papa prevê visitar em breve as zonas tocadas pelo sismo, segundo referiu na mensagem. "Este é um momento do compromisso, de sintonia com os organismos do Estado envolvidos" nas operações de socorros, afirmou o Bento XVI, considerando que "apenas a solidariedade pode permitir ultrapassar prova tão dolorosa". O sumo pontífice implorou a ajuda da Virgem Maria e pediu a Deus que "seque as lágrimas e cure as feridas" das vítimas do sismo. Segundo o último balanço oficial de vítimas, pelo menos 289 pessoas morreram em consequência do abalo sísmico na Itália.

 Abdelaziz Bouteflika reeleito para 3º mandato

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Governo zimbabweano não vai nacionalizar empresas

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Pretende facilitar a participação plena do povo nos sectores económicos

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Argélia e Zimbabwe negoceiam petróleo e gás

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 O Zimbabwe foi grande importador do petróleo e do gás da Argélia.

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Argélia: atentado à bomba em eleições

Dois polícias que garantem a segurança de uma assembleia de voto para as eleições presidenciais na Argélia ficaram esta, quinta-feira, feridos num atentado à bomba na região de Bourmades, a 50 quilómetros de Argel, indicaram habitantes da região. O atentado foi perpetrado perto de Naciria com a ajuda de duas bombas colocadas perto deste centro de voto, segundo as mesmas fontes e site electrónico "Tout sur l Algerie ". Outros dois engenhos explosivos foram desactivados pelas forças de segurança nesta mesma zona, onde estão implantados os guerrilheiros da Al-Qaïda no Magrebe Islâmico que apelaram para o boicote do escrutínio, de acordo com estas fontes. O ministro do Interior argelino, Yazid Zerhouni, indicara antes que islamitas armados tinham tentado uma operação em Naciria, sem dar precisões. As autoridades adaptaram o dispositivo de segurança nas cidades, nomeadamente em Argel, e nas "zonas mais sensíveis", designadamente na região de Boumerdes, e na Cabília para prevenir potenciais atentados. Partidários do boicote às urnas perturbaram o desenrolar do escrutínio numa dezena de assembleias de voto em Bouira. Em Illilten, no departamento de Tizi Ouzou, na Alta Cabília, um grupo de cidadãos ergueu barricadas com pneus a arder para fechar uma estrada e assim impedir a votação, segundo o site electrónico de El Watan". As autoridades adaptaram o dispositivo de segurança nas cidades, nomeadamente em Argel, e nas "zonas mais sensíveis", designadamente na região de Boumerdes, e na Cabília para prevenir potenciais atentados. Cerca de 160.000 polícias foram mobilizados para o escrutínio, e a campanha eleitoral decorreu sem incidentes graves.

Cimeira reúne principais dirigentes asiáticos

Dirigentes dos principais países asiáticos reúnem-se a partir de sexta-feira na Tailândia para definir uma posição "na nova ordem económica mundial" e dar uma resposta coordenada ao lançamento de um foguetão pela Coreia do Norte. A cimeira asiática vai decorrer uma semana depois da reunião do G20 em Londres, onde os líderes dos países mais ricos e das economias emergentes concluíram um acordo considerado "histórico" para a recuperação da economia mundial. No final o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que da actual crise sairá "uma nova ordem mundial". A reunião vai decorrer até domingo na estância balnear de Pattaya, a sul de Banguecoque, com a participação dos dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e da China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia. O secretário-geral da ONU e os dirigentes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e da Organização Mundial de Comércio deverão também participar na reunião. "Esta reunião na Tailândia, após o G20, representa uma oportunidade para a Ásia aumentar a sua influência nas questões mundiais e em particular nos esforços para combater a crise económica", afirmou um diplomata asiático. As economias asiáticas, bastante dependentes das exportações, têm-se ressentido da queda da procura por parte do Ocidente devido à crise económica. A crise tem afectado sobretudo Japão, Singapura, Tailândia, Malásia e Camboja enquanto o crescimento da economia chinesa abrandou. Para além das questões económicas, a cimeira deverá também abordar o lançamento recente de um foguetão pela Coreia do Norte, incidente que provocou um coro de críticas internacionais. A reunião realiza-se numa altura em que decorrem protestos contra o Governo nas ruas da capital tailandesa, manifestações que podem alastrar à estância onde decorre a cimeira. Apoiantes do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra (no exílio) conseguiram hoje bloquear a circulação no centro de Banguecoque e ameaçaram fazer o mesmo em Pattaya, onde a segurança já foi reforçada.

Malawi/Eleições: Muluzi forma coligação com MCP

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Estes desenvolvimentos ocorrem numa fase em que se avizinham as eleições gerais.

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O Presidente da Bolívia declarou esta quinta-feira estar em greve de fome

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Geórgia: Oposição exige demissão do Presidente

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Os participantes na acção de protesto junto do parlamento da Geórgia aprovaram um apelo ao Presidente da República, Mikhail Saakachvili, para exigir a sua demissão voluntária em conformidade com a Constituição. Os organizadores do comício declararam que vão informar da resposta do dirigente georgiano dentro de 24 horas, dependendo as acções futuras dessa resposta. “A sociedade exige de Mikhail Saakachvili que aja de forma adequada e cumpra a vontade do povo. Esta é a última possibilidade para a direcção de se colocar acima dos interesses pessoais e, com a responsabilidade de Estado, abordar a tarefa de tirar o país da complicadíssima crise”, lê-se no apelo. “Saakachvili deve dar ao povo a possibilidade de mudar o poder de forma pacífica, constitucional e, desse modo, permitir-nos mostrar a todo o mundo que somos uma nação digna e civilizada”, consideraram os manifestantes. Depois de afirmar que no comício participaram centenas de milhares de pessoas, a oposição apresentou as causas do seu descontentamento: “Hoje, aqui está representada toda a Geórgia. As pessoas vieram para aqui para, de forma pacífica, dizerem não à desintegração do país, à política de terror e violência, ao medo, à falsificação das eleições, ao esmagamento da liberdade de expressão e de pensamento, a outros factores negativos”. Segundo dados do Ministério do Interior da Geórgia, entre 20 e 25 mil manifestantes participaram no comício. Acções de protesto, convocadas por 14 partidos da oposição, realizaram-se noutras cidades georgianas, como Batumi e Poti. Os protestos contra o Presidente Saakachvili começaram em Novembro de 2007, tendo sido utilizada a força para reprimir as manifestações da oposição. O dirigente georgiano acabou por aceitar a realização de eleições presidenciais, que venceu à primeira volta. A oposição acusou-o de falsificação de resultados. Os dirigentes da oposição suspenderam as acções de protesto em Agosto passado, quando a Geórgia entrou em guerra com a Rússia, que levou à derrota de Tbilissi e à perda de duas regiões separatistas, Abkházia e Ossétia do Sul. Os protestos começaram esta quinta-feira e irão continuar até que o Presidente se demita, mas Saakachvili já prometeu abandonar o cargo no fim do mandato, em 2013.

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A Administração Obama está a discutir a adopção de tecnologias radicais.

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Tripulação recupera navio de piratas

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Pensa-se que o capitão do Maersk Alabama foi mantido refém pelos atacantes. A tripulação de um navio norte-americano recapturou a sua embarcação depois de ter sido atacada por piratas somalis. No entanto, pensa-se que o capitão do Maersk Alabama foi mantido refém pelos atacantes. O incidente ocorreu a 500 quilómetros da costa somali após confrontos entre a tripulação e os piratas, mas as informações dão conta que o capitão foi levado numa lancha. Estão a dirigir-se para o local o navio de guerra norte-americano USS Bainbridge, armado com mísseis torpedos e dois helicópteros, bem como outras embarcações. A secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que o governo está a companhar a situação de perto e apelou ao mundo para actuar face à pirataria. Um dos membros da tripulação, Colin Wright, ao telefone de satélite com a agência noticiosa Associated Press, confirmou que um dos membros da tripulação foi levado pelos piratas. Aumento de ataques “Estamos a tentar recuperar um dos membros da nossa tripulação que se encontra numa lancha rápida. Os piratas levaram-no e estamos a tentar recuperá-lo. ”Não posso adiantar mais nada, porque estamos muito ocupados agora”, disse o tripulante. O navio foi atacado por piratas no início de quarta-feira, não se sabe ao certo quantos atacantes estiveram envolvidos, mas estima-se que tenham sido 4 lanchas rápidas. Este foi o sexto navio capturado na costa da Somália na última semana, naquela que é uma das vias marítimas mais utilizadas do mundo. Os ataques deste género têm crescido recentemente, só no ano passado foram denunciados mais de 130 incidentes, que incluem 50 capturas bem sucedidas. Os piratas mantém as embarcações e as tripulações até que largas quantias sejam pagas, em 2008 foram dispendidos 80 milhões de dólares.  

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Não há muitos detalhes sobre o que aconteceu ao navio.

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Argélia em eleições presidenciais

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Suíça congela fundos para OCDE

A Suíça decidiu bloquear os fundos destinados à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em protesto por ter sido colocada numa lista "cinzenta" de paraísos fiscais, disse esta quarta-feira fonte oficial. "A Suíça usou o seu direito de veto" para bloquear uma soma de 136.000 euros destinada à cooperação entre o G20 e a OCDE, precisou uma porta-voz da Secretaria de Estado da Economia. A Confederação, colocada pela OCDE numa lista cinzenta de Estados que aceitaram trocar informações fiscais sem todavia proceder a reformas “substanciais”, "está disposta a retirar o seu veto se a OCDE se comprometer a informar previamente a Suíça quando enviar documentos ao G20", referiu a porta-voz. Sob a pressão da comunidade internacional, a Suíça acabou por atenuar o seu segredo bancário em conformidade com os padrões da OCDE, mas isso não impediu que constasse dessa lista cinzenta preparada pela OCDE por ocasião da cimeira do G20, realizada a 02 de Abril, em Londres. Como membro da OCDE, a Suíça queixa-se de não ter sido consultada previamente pela organização sobre a elaboração da lista. "A soma é relativamente modesta, mas trata-se de um gesto simbólico forte, de um protesto", sublinhou a porta-voz. A Áustria, a Bélgica e o Luxemburgo, igualmente colocadas na lista, apoiaram a diligência da Suíça, acrescentou. O Parlamento suíço convidou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, a deslocar-se a Berna para dar explicações sobre as novas listas de paraísos fiscais. O presidente da Confederação e ministro das Finanças, Hans-Rudolf Merz, deplorou "o procedimento" e "os critérios" que serviram para estabelecer a lista, e negou que a Suíça seja um paraíso fiscal.

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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