Após dois anos de negociações.
Segundo a ministra sul-africana, o acordo foi rubricado com o seu homólogo zimbabweano, Giles Mutsekwa, após dois anos de negociações.
O acordo visa facilitar o movimento de pessoas entre os dois países.
“É meu desejo que a capacitação e cooperação preconizados neste acordo sirvam para apoiar os esforços para a reconstrução da economia zimbabweana”, disse Mapisa-Nqakula, através de um comunicado de imprensa.
O acordo, rubricado entre as duas partes, é similar ao que foi ratificado com Moçambique, Angola, Botswana, Namíbia, Lesotho, Swazilândia e Maurícias.
Nos últimos anos, a deterioração da situação política e económica resultou na imigração de centenas de milhares de zimbabweanos para a África do Sul, a maioria dos quais ilegais.
Além disso, a África do Sul tem estado a sofrer uma forte pressão pela forma como tem estado a tratar os requerentes a asilo no seu país.
Por isso, recentemente, as autoridades sul-africanas admitiram que haveriam de ponderar sobre a possibilidade de criar campos de refugiados para os imigrantes zimbabweanos, devido as convulsões nos bairros informais, cuja situação é caracterizada por condições de vida desumanas.
“Agora é possível os nossos cidadãos deslocarem-se livremente a África do Sul, pois sabem que a sua entrada está garantida”, disse Mutsekwa.
Segundo Mapisa-Nqakula, o novo acordo vai também ajudar a reforçar o combate ao tráfico de pessoas, entrada ilegal e outros crimes transfronteiriços, e vai ajudar a África do Sul monitorar da melhor forma as entradas no seu território.
Actualmente, o Zimbabwe debate-se com uma grave crise económica, que o presidente Robert Mugabe atribui as sanções impostas pelo Ocidente como retaliação pela adopção da reforma agrária que tinham por objectivo redistribuir a terra pela maioria negra sem terra.





Comentários