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Zimbabwe e RAS assinam acordo para supressão de vistos

Após dois anos de negociações. 

O governo sul africano revogou o visto de entrada para os imigrantes zimbabweanos, que passam estar autorizados de entrar no seu território por um período não superior a 90 dias, anunciou segunda-feira a ministra sul africana do interior, Nosiviwe Mapisa-Nqakula.


Segundo a ministra sul-africana, o acordo foi rubricado com o seu homólogo zimbabweano, Giles Mutsekwa, após dois anos de negociações.

O acordo visa facilitar o movimento de pessoas entre os dois países.

“É meu desejo que a capacitação e cooperação preconizados neste acordo sirvam para apoiar os esforços para a reconstrução da economia zimbabweana”, disse Mapisa-Nqakula, através de um comunicado de imprensa.

O acordo, rubricado entre as duas partes, é similar ao que foi ratificado com Moçambique, Angola, Botswana, Namíbia, Lesotho, Swazilândia e Maurícias.

Nos últimos anos, a deterioração da situação política e económica resultou na imigração de centenas de milhares de zimbabweanos para a África do Sul, a maioria dos quais ilegais.

Além disso, a África do Sul tem estado a sofrer uma forte pressão pela forma como tem estado a tratar os requerentes a asilo no seu país.

Por isso, recentemente, as autoridades sul-africanas admitiram que haveriam de ponderar sobre a possibilidade de criar campos de refugiados para os imigrantes zimbabweanos, devido as convulsões nos bairros informais, cuja situação é caracterizada por condições de vida desumanas.

“Agora é possível os nossos cidadãos deslocarem-se livremente a África do Sul, pois sabem que a sua entrada está garantida”, disse Mutsekwa.

Segundo Mapisa-Nqakula, o novo acordo vai também ajudar a reforçar o combate ao tráfico de pessoas, entrada ilegal e outros crimes transfronteiriços, e vai ajudar a África do Sul monitorar da melhor forma as entradas no seu território.

Actualmente, o Zimbabwe debate-se com uma grave crise económica, que o presidente Robert Mugabe atribui as sanções impostas pelo Ocidente como retaliação pela adopção da reforma agrária que tinham por objectivo redistribuir a terra pela maioria negra sem terra.

 

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