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SADC fracassa na eleição de Dlamini-Zuma mas inviabiliza reeleição de Jean Ping para um segundo mandato

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SADC fracassa na eleição de Dlamini-Zuma mas inviabiliza reeleição de Jean Ping para um segundo mandato
SADC fracassa na eleição de Dlamini-Zuma mas inviabiliza reeleição de Jean Ping para um segundo mandato

Presidência da Comissão Africana gera facções dentro da UA.

Não foi desta. Em quatro voltas da disputa do pódio da Comissão da União Africana, tanto Nkosazana Dlamini-Zuma como Jean Ping não foram capazes de reunir 36 votos mínimos necessários para a assumpção da liderança do órgão e, por isso, a assembleia da mesa de votação decidiu que todos “chumbaram”. Entretanto, os chefes de Estado elegeram, por consenso, Erastus Mwencha, que passa de vice-presidente para presidente interino do órgão.

Um sonho adiado! A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral não conseguiu fazer passar a candidata da região, Nkosazana Dlamini-Zuma, a presidente da Comissão da União Africana, o mais importante órgão executivo do continente.

O presidente cessante da Comissão da União Africana (CUA), o gabonês Jean Ping, também não conseguiu os 36 votos necessários, ou seja, dois terços dos 53 Estados votantes, que lhe permitiriam ser reeleito para o segundo mandato. Assim, tanto Ping como Nkosazana Clarice Dhlamini-Zuma não estão na liderança do órgão.

Segundo a “Angola Press”, Nkozasana Dlamini-Zuma conseguiu 21 votos, contra 32 de Jean Ping, no final da 18ª cimeira dos chefes de Estado e de Governo.

Erastus Mwencha assume liderança do órgão

 Com a “queda” dos dois candidatos já conhecidos, as rédeas da Comissão da UA estão depositadas no vice-presidente do órgão, o queniano Erastus Mwencha. Por consenso, os presidentes e chefes de Estados africanos decidiram deixar no cargo o então vice-presidente para evitar mais divergências.

Regra geral, Erastus Mwencha, tal como Clarice  Dlamini-Zuma e Jean Ping, deveria ser submetido ao escrutínio para a assumir a presidência interina do órgão, mas os chefes de Estado, impacientes com as quatro rondas da disputa entre Dlamini-Zuma e Ping acabaram chamando os factos à razão e evitar mais divergência, elegendo Mwencha por consenso, para dirigir o órgão interinamente durante seis meses, isto é, até Julho deste ano, altura em que os chefes de Estado vão reunir de novo no vizinho Malawi na sua 19ª cimeira.

A cimeira da União Africana, lembre-se, acontece duas vezes por ano, sendo uma na sua sede em Addis Abeba, Etiópia, em outra rotativamente, num dos seus países membros. Por isso, a próxima vez será no Malawi.

Caso os chefes de Estado não decidissem eleger Mwencha por consenso e este não conseguisse reunir os dois terços necessários, o candidato estaria fora do cargo, e a Comissão da UA seria, forçosamente, dirigida interinamente pelo comissário para o Comité de Paz e Segurança.

Nkosazana Dlamini-Zuma: um sonho adiado

O sonho da ministra sul-africana do interior está adiado, mas não falhou na totalidade. Um novo escrutínio será realizado, em Julho, mas desta vez sem a concorrência de Jean Ping.

Segundo a “City Press”, o fracasso de Ping em garantir dois terços dos votos, apesar do seu histórico, é visto como uma mensagem de que os líderes africanos já não depositam confiança nele.

 Na votação de ontem, três rondas foram realizadas. Na primeira rodada, Ping venceu por três votos em relação à sua rival Dlamini-Zuma; no segundo, Dlamini-Zuma venceu por dois votos.

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