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Presidente português nega estar em rota de colisão com o governo de Passos Coelho

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Presidente português nega estar em rota de colisão com o governo de Passos Coelho
Presidente português nega estar em rota de colisão com o governo de Passos Coelho

Cavaco Silva em nova polémica com o governo.

O chefe da Casa Civil da Presidência da República portuguesa veio, ontem, negar que Cavaco Silva esteja de algum modo envolvido em “interpretações especulativas” relativamente às relações entre órgãos de soberania. A nota de Nunes Liberato surge após um fim-de-semana em que a imprensa escrita avançou com uma ruptura entre “cavaquistas”, que não são nomeados, e a política seguida pelo executivo de Passos. O “Público” aponta mesmo o desejo de saída de Vítor Gaspar, o ministro das Finanças.

Na prática, a edição deste domingo do jornal “Público” apontava a porta de saída ao ministro das Finanças. O título não podia ser mais explícito: “Cavaquistas querem que Vítor Gaspar saia”. Como explica o diário, o que é posto em causa é a orientação política que tem na austeridade a sua pedra-de-toque e que os referidos responsáveis de Belém vêem como um rumo que “conduzirá à destruição da classe média e do tecido económico português”.

Um pormenor que não pode deixar de escapar tem a ver com a inexistência nas páginas do “Público” de qualquer nome dos referidos cavaquistas.

Ontem, numa declaração enviada à Agência Lusa, Nunes Liberato escreve: “Na sequência de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de comunicação e que tentam envolver o Presidente da República na origem de meras interpretações especulativas sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarece-se que essas notícias não têm fundamento”.

O chefe da Casa Civil acrescenta que o presidente é “um órgão unipessoal” e “as únicas pessoas habilitadas para falar em nome” de Cavaco Silva são os chefes da Casa Civil e da Casa Militar.

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