Guiné-Bissau: golpistas rejeitam reposição da ordem constitucional.
Portugal apoia o restabelecimento do poder, na Guiné-Bissau, do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, que esteve detido desde 12 de Abril, após o golpe de Estado no país, solto no dia 27 de Abril, afirmou, ontem, no Brasil, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros luso, Paulo Portas.
“Quando há eleições e alguém ganha as eleições, se no dia seguinte há um golpe militar e quem ganha as eleições fica preso, então, por que você faz eleições?”, questionou Paulo Portas, à margem da abertura das comemorações do centenário da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, em São Paulo.
Carlos Gomes Júnior foi liberto na última sexta-feira, junto com o presidente interino Raimundo Pereira, e o Comando Militar que assumiu o poder na Guiné-Bissau defende a formação de um governo de transição, com a posterior organização de novas eleições.
Sanções contra golpistas
O Comando Militar que tomou o poder na Guiné-Bissau em Abril disse, esta quarta-feira, que cumpre todas as exigências apresentadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), daí que o país não deve ser alvo de sanções da comunidade internacional.
O porta-voz do Comando Militar, o tenente-coronel Daba Na Walna, afirmou, em conferência de imprensa, que o ponto ainda em discórdia é a exigência da CEDEAO do regresso de Raimundo Pereira ao cargo de presidente interino da Guiné-Bissau, no quadro do período de transição.





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