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Governo do Mali rejeita criação de “Estado islâmico” no norte

Independência do norte do Mali.

O MNLA assegura que o novo Estado islâmico de Azawad, com um território de 850 mil quilómetros quadrados, sob controlo dos rebeldes tuaregue, será menos radical na aplicação da lei, a Sharia.

O governo do Mali “rejeita categoricamente” a criação de um “Estado islâmico” no norte do país pela rebelião tuaregue e pelo grupo islamita Ansar Dine (os guerrilheiros da religião), que anunciaram a sua fusão, declarou, no domingo, à AFP, o porta-voz Hamadoun Touré.


“O governo de Mali rejeita categoricamente qualquer ideia de criação de um Estado de Azawad, e menos ainda de um Estado islâmico”, afirmou Touré, ministro da Comunicação e porta-voz do executivo. “Mali é um Estado laico, que continuará a ser laico”, disse.


A rebelião tuaregue e o movimento Ansar Dine, dois dos grupos que controlam o Norte do Mali há quase dois meses, anunciaram no sábado a sua fusão, num “memorando de entendimento”.


“O movimento Ansar Dine e o Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA) proclamam a sua auto-dissolução em Azawad (região do Norte do Mali). Os dois movimentos criam o Conselho de Transição do Estado Islâmico de Azawad”, indica o acordo.


Entretanto, o MNLA assegura que o novo Estado islâmico de Azawad, com um território de 850 mil quilómetros quadrados, na região do Norte de Mali, sob controlo dos rebeldes tuaregue, será menos radical na aplicação da Sharia (lei islâmica), conforme declarou um dos porta-vozes do grupo.

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