O antigo ministro, que segundo o seu advogado, Courcelle-Labrousse, vai apresentar recurso, ouviu com calma à leitura da sentença.
O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), condenou, ontem, à prisão perpétua, o ex-ministro ruandês da Juventude, Callixte Nzabonimana, reconhecido culpado de ter desempenhado um papel preponderante no genocídio dos tutsis de 1994, noticiou à AFP.“Callixte Nzabonimana, o tribunal reconhece-te culpado de genocídio, atentado com vista ao cometimento de genocídio, incitação directa e pública para cometer o genocídio e exterminação”, declarou Solomy Balungi Bossa. “Pelos seus crimes, o tribunal condena-te à prisão perpétua”.
O antigo governante ruandês foi condenado pela sua participação, ao lado de outros membros do governo da época, numa célebre reunião realizada a 18 de Abril de 1994 em Murambi, na sua prefeitura natal de Gitarama (centro).
Segundo o juiz, “um acordo entre Nzabonimana e outros ministros tinha sido assinado para “encorajar a morte dos tutsis”. Os participantes estavam animados da “intenção específica de destruir tudo ou em parte a etnia tutsi como tal, na prefeitura de Gitama”.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»





Comentários