África do Sul e SADC com poderes na Comissão da UA.
A ministra sul-africana do Interior, Nkosazana Clarice Dlamini-Zuma, foi, domingo, eleita presidente da Comissão da União Africana, sucedendo ao gabonês Jean Ping na liderança do órgão-chave da instituição continental. Em resultado disso, a imprensa sul-africana saudou, esta segunda-feira, a eleição para o posto-chave de presidente da Comissão da União africana (CUA), insistindo sobre a vitória de uma mulher e do bloco Austral.
O quotidiano económico “Business Day” vê sobretudo “ uma vitória da SADC”, o bloco da África Austral criado em 1980 e reagrupando 15 Estados (entre os quis países francófonos como a República Democrática do Congo e Madagáscar).
Na sua última edição, o “The Star”, quotidiano de Joanesburgo, felicitou “ a primeira mulher chefe da UA” e dedicou uma página interior à foto de Nkosazana Dlamini-Zuma a apertar a mão ao presidente-cessante, Jean Ping, gabonês saído da África francófona.
Dlamini-Zuma, de 63 anos, uma das governantes com a carreira mais longa na África do Sul, também já ocupou os cargos de ministra da Saúde e dos Negócios Estrangeiros. A dirigente é considerada a mulher mais forte ou mais influente da sua geração na África do Sul, após dez anos nos Negócios estrangeiros, de 1999 a 2009.
Votação intensa
Depois de uma luta renhida, Dlamini-Zuma conseguiu vencer Jean Ping, do Gabão, que detinha o cargo desde 2008. Dlamini-Zuma, ex-mulher do presidente sul-africano Jacob Zuma, só conseguiu vencer Jean Ping numa quarta ronda de votações. Foi tendencialmente apoiada pelos países de língua oficial inglesa, ao passo que o seu adversário era apoiado pelos países onde o francês é dominante, adianta a BBC.





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