O governo dos Estados Unidos informou, sábado, que cortará a ajuda militar ao Ruanda este ano, citando evidências de que o governo ruandês está a apoiar rebeldes na República Democrática do Congo (RDC).
A medida é significativa, já que o governo dos EUA é um dos mais fortes aliados de Ruanda. O governo de Ruanda tem negado os relatos de peritos das Nações Unidas e de grupos de defesa dos direitos humanos de estar a apoiar rebeldes no leste congolês, incluindo o grupo M23, que ocupou partes da província de Kivu do Norte, em combates que desde Abril provocaram a deslocação de mais de 260 mil pessoas de suas casas. Ao anunciar a suspensão da ajuda militar, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Hillary Fuller Renner, citou evidências do apoio ruandês aos rebeldes.
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