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Raila Odinga impõe condições para participar nas próximas presidenciais

Líder da oposição no Quénia critica Comissão Eleitoral por marcar nova data das eleições sem consultar a oposição

O líder da oposição no Quénia, Raila Odinga, enumerou, hoje, perante a imprensa uma série de condições para a sua participação nas presidenciais de 17 de Outubro, data escolhida pela Comissão Eleitoral após a anulação do escrutínio de Agosto, avançou o Notícias ao Minuto.

Odinga criticou o facto de a Comissão Eleitoral ter fixado a nova data das eleições sem consultar a oposição e colocou várias condições, entre as quais uma auditoria do sistema electrónico da comissão (IEBC).

Pediu ainda a demissão de vários dos membros da comissão eleitoral e a possibilidade de todos os candidatos elegíveis se candidatarem, incluindo os seis outros candidatos ao escrutínio de 08 de Agosto, além de si próprio e do presidente cessante Uhuru Kenyatta.

"Não haverá eleição a 17 de Outubro, a não ser que os termos e condições que enumeramos neste comunicado sejam cumpridos pela IEBC", declarou Odinga, que falava em Nairobi na presença dos principais líderes da coligação da oposição NASA.

O veterano da oposição reiterou a sua recusa de ver a Comissão Eleitoral conduzir o escrutínio com a sua actual composição.

A 11 de Agosto, a IEBC declarou Kenyatta vencedor das presidenciais com 54,27% dos votos, contra 44,74% para Odinga, que disputava o cargo de chefe de Estado pela quarta vez, após ter sido derrotado em 1997, 2007 e 2013.

A proclamação de vitória de Kenyatta foi seguida de protestos e violência que causaram pelo menos 21 mortos, a maioria devido à acção da polícia nos vários bastiões da oposição.

Na última sexta-feira, o Supremo Tribunal, ao qual a oposição recorreu, anulou os resultados do escrutínio de 08 de Agosto, reconhecendo a existência de "ilegalidades e irregularidades".

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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