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Quinta-feira
03 de Dezembro
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Um ano de Nyusi

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Palavras sem algemas

 

Passa hoje um ano após a investidura de Filipe Nyusi como Presidente da República. Uma data que o Presidente fez questão de tor­ná-la inesquecível com o seu discurso inovador e renova­dor de sonhos. O povo ouviu, aplaudiu e sorriu com a espe­rança de que uma nova página da história do país se abria.

O encanto foi profundo e generalizado. Mas, com o aflo­rar dos dias negros, o sorriso não permaneceu nos rostos. As rugas de preocupação ca­racterizaram muitos moçambi­canos que viram seus sonhos, pessoais, profissionais, acadé­micos, esmagados pela conjun­tura política e económica que esteve a desfavor.

A começar pela tão almeja­da Paz que esteve sempre ao reboque de duas pessoas: Fili­pe Nyusi e Afonso Dhlakama. Dois “irmãos” desavindos que não conseguem se reconci­liar e fazem da imprensa um pombo correio. Nyusi prome­teu que tudo faria para que jamais irmãos se voltem contra irmãos seja a que pretexto for. Mas ainda não conseguiu se entender com Dhlakama e por conta disso o país se afunda em instabilidade, por receios de investimento e avaliações negativas de agências rating internacionais.

Vivem uma guerra excitante, mas perigosa. Aliás, o político britânico Winston Churchill há décadas despertava para os seus riscos, na célebre frase: “a política é quase tão excitante como a guerra e não é menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas”.

A cada pancada que o pri­meiro ano de governação de Nyusi deu ao povo, uma urna se abria. Assim como se abria para Dhlakama sempre que agitava o país quando recuava os passos pacificadores.

Nyusi prometeu tudo e mais alguma coisa. Sublinho rapidamente a promessa da transparência, presente em muitos parágrafos do discur­so de investidura, por ser uma das que menos cumpriu neste primeiro ano. Por exemplo, disse: “asseguraremos que as instituições estatais sejam o espelho da integridade e trans­parência na gestão da coisa pú­blica”. Infelizmente, o dossier Ematum esvazia seu discurso ao continuar às cegas tal como vinha no governo do seu ante­cessor. A pouca claridade que se deu não foi suficiente. Aliás, neste capítulo, maior ganho seria a institucionalização da transparência nas instituições públicas, para que não pareça caridade ou boa vontade de alguns sempre que fornecem informação de interesse públi­co. Afinal, governar pressupõe saber prestar contas. No caso, ao povo, para que o contrato social tenha valor.

Com todos os socos, pan­cadas e rasteiras do primeiro ano de Nyusi, o tempo para remendos e uma nova rodada na ignição ainda é extenso. As­sim, vale renovar as esperanças para os próximos 4 anos.

 

Fotogaleria: DIA DOS HERÓIS MOÇAMBICANOS

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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