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Quinta-feira
03 de Dezembro
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Ser mulher

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PALAVRAS SEM ALGEMAS

Sim, sou mulher. Mas por que sou? Desen­gana-se quem, pre­cipitadamente, responder que o sou porque nasci do sexo feminino. Ser mulher é muito mais do que o sexo, os cabelos trançados, as unhas longas e cintilantes, os ba­tons coloridos nos lábios, as saias e os vestidos, os saltos altos, as bolsas grandes, os brincos que baloiçam com o roçar dos ventos, ou qual­quer outro adereço que pos­sa ostentar.

Quando se aprecia o sexo à nascença, o bebé ganha à partida um destino: o de ser homem ou mulher. Do homem não me iria pronun­ciar, relegando para outra inspiração. Mas, porque está intrinsecamente ligado ao da mulher, vou fazê-lo.

Ser homem ou mulher é, à partida, uma expectativa social. Portanto, há um con­junto de comportamentos pré-fabricados pelos que têm o poder de definir valores numa sociedade, os quais, uma vez entranhados, se transformam em normas so­ciais.

Neste sentido, das mulhe­res, em muitas sociedades, espera-se que sejam boas donas de casa (saber lavar, passar, cozinhar e cuidar do marido). Para isso, tem uma infância que a induz a essa responsabilidade. Brinca com bonecas para crescer a saber cuidar dos filhos, com panelinhas e fogões forjados para saber cozinhar. E tudo gira à volta desta implícita e imposta preparação, sem contar que, ainda criança ou na adolescência, passa da simulação para a acção verdadeira ao participar nos trabalhos de casa.

Do homem, espera-se que seja o provedor da família, garantindo a arrecadação da renda para suprir as necessi­dades. Colocam-nos a brin­car com carrinhos para lhes incutir o espírito de luta pela vida no mundo fora... impin­gem-lhes a ideia de que ho­mem não chora, de que deve exibir a sua força para pare­cer valente, etc... e, por vezes, constrói-se um monstro que se apaixona pela violência e pelo crime gratuitamente.

Sucede que as sociedades se transformaram com o evoluir dos tempos e, rapi­damente, a mulher começou a desempenhar as tarefas tidas como próprias do ho­mem, mas o contrário ainda é a excepção. E aqui reside a heroicidade da mulher na ac­tualidade - ela consegue, vir­tuosamente, conciliar o que a sociedade reserva para ela e para o homem. E quando se foca numa só função, o su­cesso é ainda maior.

Todos passam por uma so­cialização pré-definida pela sociedade, embora não fal­tem excepções. Mas para os que rejeitam as vontades so­ciais e seguem puramente os instintos, sobra-lhes a sorte de serem percebidos e aceites ou enfrentarem a dura rejei­ção social.

A todas as mulheres virtuo­sas, faço-lhes uma vénia.

 

Fotogaleria: DIA DOS HERÓIS MOÇAMBICANOS

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Fotogaleria :VISITA DE RECEP ERDOGAN A MOÇAMBIQUE

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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