
Uma vez mais, Marínguè está na ordem do dia. Desta vez não são directamente os famosos homens armados da Renamo, mas sim a explosão de engenhos explosivos armazenados na alegada base da Renamo.
É sinceramente absurdo e descabido que 17 anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma continuemos a falar de homens armados e munidos de engenhos explosivos. Pior, depois da amarga experiência das explosões de Mahlazine que mataram perto de 200 pessoas na capital do país
Desconfio que a questão Marínguè seja uma arma eleitoral, porque só e só aparece, sempre, nas vésperas das eleições. Agora, resta saber a quem esta situação beneficia, porque quer a Frelimo, quer a Renamo, acusam-se de orquestrar tal situação.
Pior ainda é, passada mais de uma semana, o Comando Geral da Polícia dizer que ainda não tem dados sobre o caso. Estranho não é? Isto porque se trata de engenhos explosivos que poderiam ter sido usados para fins desastrosos, ou que (o incidente) poderia ter causados vítimas mortais tal como as explosões de Mahlazine, daí ser estranho que até hoje o responsável por aqueles engenhos e, principalmente, pelas explosões não tenha rosto
Afonso Dhlakama acusa a Frelimo de ter provocado tais explosões, mas não explica porque é que mantém um arsenal em Marínguè, mesmo sabendo do perigo que o mesmo representa para a população.
Se Dhlakama quer um dia ser presidente deste país, já devia ter percebido que para o bem do povo que pretende um dia dirigir já devia ter dado o exemplo mandando destruir os engenhos explosivos que mantém no seu paiol, em Marínguè, e entregue os homens armados ao Estado. Se tivesse havido mortos naquele incidente, senhor Dhlakama, fica a saber que seria o culpado número um e poderia incorrer a um processo judicial, porque a Renamo já não é uma guerrilha rebelde, mas sim um partido político que não tem direito de manter um vasto arsenal.
A responsabilidade seria igualmente imputada ao governo da Frelimo. Como é que deixa um partido como a Renamo manter homens armados e um paiol? Este governo que se diz responsável deixa um grupo de cidadãos armados, o que equivale dar certificado de competências a homens de Dhlakama para aterrorizarem a população.
Afinal, a quem interessa a existência de homens armados e munidos de um vasto arsenal? O que está a faltar para a integração daqueles moçambicanos nas forças de defesa e segurança? Porque é que a Renamo tem de se manter (ser deixada) militarizada? Somos um país livre e acredito que nenhum moçambicano está à vontade com a existência daqueles homens armados e do respectivo paiol em Marínguè. As pessoas querem produzir e combater a pobreza que assola este país. Chega de intimidações ao povo.
Que Deus abençoe Moçambique!







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