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Filipe Paúnde interpreta o vigoroso estado de Pio Matos.
Pio Matos, o edil cessante da autarquia de Quelimane, é, se calhar, uma das figuras que se têm destacado e tem dado nas vistas da campanha eleitoral de Lourenço Aboobacar. Pio Matos é figura marcante nas caravanas, orienta as rotas e, mais do que isso, dança nos comícios. A acção de Pio Matos chega a eclipsar o candidato Aboobacar e aspirante a sucessor de Matos à frente do município. O facto está também a alimentar conversas e debates na cidade.
É que a alegada perturbação mental invocada por Pio Matos para sustentar o “seu pedido” de renúncia ao cargo de edil contrasta, em grande medida, com o vigor e aparente boa disposição que Pio Matos apresenta por estes dias. Em entrevista exclusiva ao nosso jornal em Quelimane, o secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, explicou, ontem, o fenómeno “Pio Matos”. Paúnde começou por dizer que não via nenhum “paradoxo” entre o Pio Matos “perturbado e doente” e o actual Matos “vigoroso e energético”. “É tudo coerente. Eu posso estar doente em algum momento e, tempos depois, apresentar melhorias. Creio que é o que está a acontecer. O mais importante aqui é saudar a dimensão humana que Pio Matos representa. Quando ele percebeu que a sua saúde não lhe permitia, ao invés de procurar eternizar-se no poder, colocou o seu lugar à disposição. Ou seja, colocou os interesses do município acima dos seus interesses pessoais”, afirmou Paúnde. O secretário-geral da Frelimo disse ainda que “hoje ele (Pio Matos) está bem, mas temos que perceber que a campanha eleitoral faz-se em poucos dias, o que é diferente de ser presidente de um município, função que obriga a um grande esforço mental que, muitas vezes, acaba acelerando o nosso estado de saúde”. Paúnde sempre procurou transmitir uma ideia de tranquilidade e normalidade sobre o assunto.
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