As bancadas da Frelimo e Renamo na Assembleia Municipal da Beira (AMB) acusam o Daviz Simango de prática de “abuso de poder” do seu cargo de edil daquela autarquia da província central de Sofala. Daviz Simango cumpre o seu segundo mandato como presidente do Município da Beira na sequência da sua vitória nas autárquicas de Novembro passado em que se candidatou como independente, depois de expulso da Renamo. Mês passado fundou o seu próprio partido, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
O chefe da bancada da Renamo na AMB, Noé Marimbique, considera que, fora o facto de não trabalhar em prol da população, o executivo de Daviz Simango está a levar a cabo uma campanha de despedimentos de trabalhadores que nao se simpatizam com o MDM.
Marimbique disse também que a sua bancada tem conhecimento de que estão a ser recrutados coercivamente trabalhadores do Município para o recém-formado partido de Daviz Simango.
'Tal recrutamento concretiza-se por um processo que se inicia entregando à vítima um aviso-prévio de fim de contrato de trabalho, seguido de oferta de alguma alternativa de manutenção do emprego na instituição mediante a sua adesão ao MDM”, referiu.
Por seu turno, Josefo Nguenha, chefe da bancada maioritária da Frelimo, deplorou o uso abusivo dos bens desta instituição pública pelo edil Daviz Simango, dando exemplo da aparelhagem sonora do Município que, segundo ele, tem sido usada em diversas locais fora da autarquia em eventos alheios a edilidade.





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