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“Esquadrões da morte” polarizam debate parlamentar

renamo acusa governo de ser “patrão” dos chamados “esquadrões da morte”

 

A bancada parlamentar da renamo acusou, ontem, o governo de ser o “patrão” dos chamados esquadrões da morte, responsáveis pela perseguição e assassinato de membros da oposição, com destaque para os do seu partido.

Naquela que foi a sua questão de eleição para a sessão de informações do governo, a maior bancada da oposição apresentou uma lista de cerca de uma dezena de membros que alegadamente sucumbiram nas mãos de esquadrões da morte e exigiu do governo explicações sobre as razões da criação destes grupos.

Esta acusação não agradou a bancada maioritária (Frelimo), que por sua vez acusou a Renamo de querer confundir os moçambicanos. Para os deputados da Frelimo, a existirem esquadrões de morte, apenas a Renamo é que pode ser responsável pela sua criação, na medida em que só ela é que continua detentora de armas de fogo “usadas para desestabilizar e aterrorizar os moçambicanos”.

Acusações à parte, a bancada maioritária levou para esclarecimentos do executivo a questão do reajustamento recente do custo dos combustíveis e pretendia saber de que forma estariam a ser acautelados os impactos no sector dos transportes e a previsível situação para os utentes.

Por seu turno, o MDM manifestou preocupação com as “violações dos direitos humanos” e das liberdades políticas, sociais, bem como os atentados que a oposição sofre no seio dos órgãos públicos de comunicação social. O partido juntou a sua voz para falar dos “esquadrões de morte” e exigiu do Estado medidas firmes para os combater.

A sessão de informações do governo prossegue hoje, com perguntas de insistência para mais esclarecimentos do governo.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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