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Início Política Política Agricultura e energia na bagagem de Nyusi na visita ao Japão

Agricultura e energia na bagagem de Nyusi na visita ao Japão

Governo espera da Mitsui a decisão final sobre o investimento nos projectos de gás natural no Rovuma

O Presidente da República iniciou, ontem, uma visita oficial de três dias ao Japão, a convite do primeiro-ministro daquele país, Shinzo Abe, aquando da realização da cimeira África-Japão, no Quénia, ano passado. Para além de conversações oficiais entre os dois governos, Filipe Nyusi será recebido pelo imperador Akihito.

Energia e agricultura são duas principais áreas que levam o Chefe de Estado ao “país do sol nascente”. É que, segundo a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, Moçambique está interessando em ter o Japão como comprador de gás natural e carvão mineral moçambicano. Aliás, essa é a agenda que levou o primeiro-ministro japonês, há três anos, ao nosso país, na primeira visita de um chefe do governo japonês ao nosso país.

Moçambique espera da japonesa Mitsui as decisões finais de investimento em relação aos projectos de gás natural na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, onde a empresa participa na Área 1, uma concessão liderada pela norte-americana Anadarko.

Em Agosto do ano passado, Nyusi reuniu-se com o primeiro-ministro japonês, em Nairobi, à margem da Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (Ticad). Na ocasião, Nyusi e Abe partilharam a intenção de se aprofundar as relações entre os dois países, visto que o Japão já é um dos principais parceiros internacionais de Moçambique.

Letícia Klemens disse que o país está, também, interessado em angariar financiamento japonês para a construção de centrais de produção de energia eléctrica. Neste momento, há seis projectos que deverão ser discutidos com o governo japonês, para ver se se consegue investimento para os mesmos.

Por outro lado, ainda no sector de energia, Moçambique não só quer financiamento japonês, quer também tecnologia para a produção de energia a partir do carvão mineral, sem poluir o ambiente. É que, neste momento, em todo o mundo, apenas Japão e Alemanha detém tecnologia que permite usar carvão sem provocar danos ao ambiente. Por isso, nesta deslocação, o Presidente da República deverá visitar uma central termoeléctrica que funciona a carvão.

Missão empresarial

A delegação que acompanha o Presidente da República ao Japão é, também, composta por 22 empresários, que pretendem encontrar oportunidades de negócio junto dos empresários japoneses. Os mesmos vão discutir essas oportunidades no Fórum de Negócios Moçambique-Japão, que contará com a participação do Presidente da República.

O vice-ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, que acompanha os empresários, diz que um dos objectivos é ver aumentado o apoio que Japão dá ao Instituto de Promoção das Pequenas e Médias Empresas, mas também conseguir captar alguns investidores japoneses que possam interessar-se em desenvolver a indústria moçambicana em vários sectores.

O Japão é uma das maiores economias do mundo, tendo em conta a paridade do poder de compra, o que ocorre basicamente em decorrência da cooperação entre o governo e a indústria, uma profunda ética de trabalho, investimentos em alta tecnologia, redução de desperdício e reciclagem de materiais, bem como um orçamento relativamente baixo para defesa.



 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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