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Lambo exorta combatentes a procurarem renda alternativa aos fundos do Estado

Apoio aos combatentes

O ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo, diz que os combatentes da defesa da soberania devem exercer outras actividades de rendimento e não se limitarem à espera do fundo das pensões vindo dos cofres do Estado. Eusébio Lambo deixou esta recomendação aos membros da Associação dos Combatentes de Defesa da Soberania de Moçambique (ADCDSM) durante o encontro que manteve com a agremiação, último sábado, na Machava, província de Maputo.

O ministro dos Combatentes foi confrontado com vários problemas, entre os quais a demora no processo de emissão de cartões de identificação dos combatentes, exiguidade do valor das pensões, dificuldade de acesso ao crédito, entre outros que os combatentes enfrentam. “Nós somos combatentes e não podemos enganar-nos uns aos outros. Quando dizemos que não há dinheiro é porque não há mesmo. mas temos que arranjar soluções para os nossos problemas, mesmo sem dinheiro”, disse o ministro, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

Os combatentes queixam-se do facto de o financiamento a vários projectos destes (através do Fundo da Paz e Reconciliação Nacional, FPRN) estar condicionado ao valor da pensão que recebem. Como resposta, Lambo disse que o direito ao financiamento não deve ser relacionado com o valor da pensão, adiantando que o FPRN não questiona o salário do beneficiário, porém, o ordenado mensal serve de garantia. “No uso deste fundo, importa apenas o reembolso, para que possa ajudar a financiar outros projectos. Infelizmente, existem casos de combatentes que, basta receberem o valor, mudam imediatamente de residência, para se furtarem da devolução”, disse.

Na ocasião, o governante disse que o FPRN já financiou 500 projectos e está em curso um trabalho para a identificação dos locais de residência das pessoas desonestas que beneficiaram deste fundo, para que possam devolver os valores recebidos. O governante alertou, ainda, para a existência de falsos combatentes que já estão a beneficiar de pensões. Decorre um trabalho a nível interno para expurgar das fileiras os falsos combatentes, “por isso, temos que ser muito vigilantes”.

São membros da ADCDSM os antigos combatentes do conflito armado de 16 anos em Moçambique entre o governo e a Renamo. no presente quinquénio, o Ministério dos Combatentes registou um total de 15 208 combatentes, dos quais 7 703 são veteranos da luta de libertação nacional e 7 505 da defesa da soberania e da democracia.

Lambo diz que problemas enfrentados pelos combatentes surgem da falta de informação

O ministro dos Combatentes apontou a razão dos diversos problemas que os combatentes enfrentam. Diz que os mesmos surgem devido à falta de informação para a exigência dos seus direitos. Por outro lado, diz que o mau atendimento em algumas instituições da função pública se deve ao facto de o combatente não pagar (suborno) ou pagar pouco.

“Os transportes e hospitais que o combatente tem que usar para gozar de isenção são do Estado e não do sector privado. Por isso, se os direitos não forem observados, tem que apresentar o caso à direcção da instituição, para o caso ser resolvido imediatamente”, explicou Lambo.

 


 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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