O País Online - A verdade como notícia

Terça-feira
30 de Maio
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Política Política Chefe de Estado quer responsáveis pelas decisões que prejudicam o país

Chefe de Estado quer responsáveis pelas decisões que prejudicam o país

Filipe Nyusi diz que Ministério dos Transportes e Comunicações  está a tornar-se campeão em projectos que mal terminam

Durante a vista ao MTC, o PR passou pelo Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER) e pelo Porto de Maputo, antes de dirigir o Conselho Consultivo no INCM. Aqui, Filipe Nyusi dispensou a apresentação do relatório de Carlos Mesquita e pediu que alguns dirigentes falassem dos desafios nas respectivas áreas. Alguns passaram no teste oral e outros gaguejaram, com destaque para a chefe do departamento dos recursos humanos do ministério. Depois de ouvir e anotar, o Chefe de Estado resumiu as suas conclusões da seguinte maneira: “No ministério, há muito pouca clareza sobre as funções e tarefas que estão a exercer. E, nas empresas, há défice de uma visão empresarial”. Depois das conclusões, as críticas: disse que o MTC está a tornar-se campeão em projectos que mal terminam. “Temos muitas embarcações no país que não estão a funcionar, que foram compradas com muito dinheiro. Agora, temos que pagar dívidas de coisas que não funcionam”, desabafou.  

Mas não parou por aí. Desafiou os dirigentes a verificarem quem foram as pessoas que fizeram parte dessas equipas que tomaram más decisões. “Queremos conhecer esses medíocres que estão a hipotecar a economia do país”. Ladeado pelo ministro e pela vice-ministra, Nyusi deplorou a qualidade dos funcionários e defendeu que o MTC não pode ser um “armazém de quadros que não funcionam em outros sítios”. “A forma como a responsável dos recursos humanos respondeu às minhas questões mostra claramente que não estão a fazer a gestão do pessoal”. O PR chamou atenção para a necessidade de se apostar em dirigentes qualificados para cada área de especialidade. Para Nyusi, não faz sentido um director não dominar a linguagem da instituição que dirige.

Ainda nas críticas, Nyusi revoltou-se com a falta de um plano de poupança de fundos no MTC: “Devem estar a telefonar de qualquer maneira, a gastar muito combustível e a fazer deslocações prolongadas para as províncias”.

Sobre a segurança rodoviária, disse que não é preciso uma espécie de “Operação Tronco” para reduzir os acidentes de viação. “As pessoas estão a morrer nas estradas. Se há gente responsável pela segurança, a pergunta que faço é: qual é a acção de impacto que fizeram para reduzir os acidentes de viação?”.

E porque a data da visita ao MTC coincidia com o Dia Mundial da Imprensa, o Chefe de Estado saudou os jornalistas moçambicanos e disse que sente orgulho de dirigir um país onde há liberdade de imprensa. “Eu viajo com jornalistas e em alguns países não são permitidos fazer cobertura. Mas, aqui, acompanharam esta reunião onde discutimos assuntos da nação. Isso é uma demonstração de que em Moçambique a informação está ao vosso dispor”.

 


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


publicidade

Edição Impressa e O Tempo

 Edição  O Tempo

 Edição Impressa -29-05-2017

Impressa

 

Maputo

 

Inhambane

 Beira
 

Nampula

 
 

Edição Impressa 398