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Niassa acolhe cerimónias centrais do Dia da Vitória

Nyusi dirige neste momento em Lichinga cerimónias centrais do 7 de Setembro

A cidade de Lichinga, em Niassa, acolhe, neste momento, as cerimónias centrais do Dia da Vitória, que hoje se assinala no país. Esta é uma data que marca a passagem dos 43 anos da assinatura dos Acordos de Lusaka, que conduziram à Independência Nacional, colocando fim a cerca de 500 anos de colonização. As cerimónias serão dirigidas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que chega à capital da província do Niassa na manhã desta quinta-feira.

A realização desta cerimónia em Niassa surge de uma decisão do Ministério dos Combatentes, segundo a qual o dia 7 de Setembro deve passar a ser celebrado nas províncias que foram palco de confrontos militares, durante a Luta de Libertação Nacional. Este formato iniciou em 2015, com as celebrações realizadas na província de Tete, tendo no ano passado sido em Cabo Delgado e este ano em Niassa. Nos próximos anos, as celebrações do Dia da Vitória terão lugar nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, sucessivamente.

Niassa foi uma das províncias onde decorreu a maior parte das batalhas da luta pela liberdade e foi a primeira a ter zonas libertadas, que já em finais da década de 60 eram administradas pela Frente de Libertação de Moçambique. Foi por isso que, em Setembro de 1968, a localidade de Matchedje, no extremo norte da província, acolheu o segundo congresso da Frelimo, o primeiro que se realizou em território nacional.

Mas também foi a partir desta província que a Luta de Libertação Nacional se expandiu para as outras províncias do país, com destaque para Zambézia e Tete.

Quase todo o dia de ontem foi dedicado a ensaios daquilo que serão as celebrações desta quinta-feira. Antigos combatentes e desmobilizados de guerra dos 16 anos, provenientes de todos os distritos de Niassa, estiveram a ensaiar a marcha, que será o ponto alto das celebrações. A cerimónia será ainda marcada por actividades culturais e discurso do Presidente da República.

Participam nestas cerimónias, além dos antigos combatentes, titulares dos órgãos de soberania do Estado, membros do Governo, antigos governantes, membros do corpo diplomático, partidos políticos, diversos convidados e população da província de Niassa, que se prevê que venha dos distritos próximos da cidade de Lichinga.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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