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OMS apoia Moçambique no tratamento da elefantíase

A Organização Mundial da Saúde apoiará Moçambique no tratamento da filariose linfática,

conhecida por elefantíase, infecção transmitida por picada de mosquitos que causa deformidades no corpo humano, informou esta segunda-feira o representante da organização na capital moçambicana.

A iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o programa de doação de Mectazin, nome dado também ao medicamento para o tratamento da elefantíase, envolve dois milhões de moçambicanos, que se estimam estarem infectados pela filariose linfática.

Em Moçambique, a doença é predominante nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, norte, e Zambézia, centro de Moçambique.

O programa de doação de Mectazin é uma parceria que envolve várias organizações da área da saúde do mundo, nomeadamente a OMS, o Banco Mundial, ministérios da saúde de diferentes e representantes de comunidades internacionais de doadores.

O representante da OMS em Moçambique, Ei Hadi Benzerroug, disse hoje à Lusa que a sua instituição “está a dar apoio gratuito para eliminação da filariose linfática em dois milhões de pessoas”.

O auxílio da OMS resulta da decisão adoptada pelos ministros da Saúde de todo o mundo que pretendem ver erradicada a doença até ao ano 2020,

Em declarações à Lusa, o chefe de departamento de parasitologia de sangue, Ricardo Thompson, afirmou que as autoridades sanitárias moçambicanas vão levar a cabo, este ano, um programa de tratamento massivo nos 128 distritos do país, com objectivo de “eliminar as fontes de infecção”.

Segundo a OMS, cerca de 120 milhões de indivíduos têm a infecção de filariose linfática no mundo, incluindo em 83 países com clima tropical e sub-tropical.

No continente africano, existem 40 milhões de pessoas com sintomas clínicos.

“Para Moçambique, estamos a falar de dois milhões de pessoas e a OMS em Moçambique está a mobilizar a sua equipa para trabalhar com o Ministério da Saúde e parceiros disponíveis para avançamos neste programa”, disse à Lusa Ei Hadi Benzerroug.

A infecção da filariose linfática é detectada, na maioria das vezes, pela presença da microfilária (formas embrionárias dos vermes adultos dos diversos filarídeos encontrados na natureza) através do exame de sangue, pode ocorrer em indivíduos de todas as idades, porém a prevalência da infecção é mais alta entre os indivíduos do sexo masculino e na população entre 20 e 40 anos.

A filariose linfática tem um período de incubação superior a cinco meses e, podendo, nos adultos, permanecer latente até 20 anos. É também chamada de elefantíase por afectar nomeadamente os membros inferiores, deformando-os e dando-lhes um aspecto que faz lembrar a pata de um elefante.

“Em Moçambique, a situação é séria, porque foi considerada como uma doença negligenciada. Estudos dão conta que a prevalência é alta e considerada problema de saúde pública e de alta importância”, disse o representante da OMS.

 


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