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Aquapesca pode recomeçar em breve produção do camarão

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Aquapesca pode recomeçar em breve produção do camarão
Aquapesca pode recomeçar em breve produção do camarão

Após perder 500 toneladas devido à doença de mancha branca.

A síndrome da mancha branca não é uma zoonose, ou seja, não representa nenhum perigo para o ser humano, mesmo com a ingestão de animais doentes. A doença não havia afectado o camarão do mar.

A empresa moçambicana de produção de camarão em cativeiro, Aquapesca, localizada na província da Zambézia, que havia interrompido, por tempo indeterminado, a produção deste crustáceo por causa de uma doença denominada síndrome de mancha branca - que havia dizimado quase toda a produção - pode em breve retomar as suas actividades.

O director nacional adjunto do Instituto de Investigação de Aquacultura, José Halafo, explicou ao nosso jornal que, depois de se detectar o problema, todo o camarão foi capturado e incinerado. Depois, seguiu-se o processo de desinfecção dos tanques. “Há um  período de cerca de 6 meses que se estabelece para que se tenha certeza de que a doença já não está lá, de forma a retomar-se a produção. Neste momento, as primeiras indicações mostram que já se pode voltar com a produção”, explicou.

A praga que dizimou o camarão daquela firma, de capitais franceses, apareceu no mês de Junho passado. Nessa altura, ninguém sabia de que se tratava. José Halafo diz que toda a produção praticamente foi abaixo.   “A nossa instituição (Instituto de Investigação de Aquacultura) dado ser a que promove o desenvolvimento desta actividade no país tomou as medidas de precaução. Recolhemos as amostras e enviámo-las aos laboratórios de referência, no exterior. fizeram-se as análises e, efectivamente, confirmou-se que era a doença de mancha branca”, explicou.

A fonte deixou claro que, apesar da doença ser letal para o camarão, não ataca os seres humanos. “A doença é mortífera para o camarão e outros crustáceos, mas não traz problema nenhum quando estes animais infectados são consumidos pelo homem”. Mais: Halafo diz ser uma doença de fácil diagnóstico para quem estiver atento, porque aparecem manchas brancas no camarão.

Perdas

No total, o director adjunto do Instituto de Investigação de Aquacultura estimou em cerca de 500 as toneladas de camarão dizimadas por esta doença.

Nessa altura, a empresa estimava produzir cerca de 650 toneladas do crustáceo até ao final do ano, mas as previsões foram comprometidas.

No primeiro semestre de 2011, pelo menos conseguiu-se produzir cerca de 500 toneladas na mesma firma, a Aquapesca. Recorde-se que, até hoje, a Aquapesca é a única empresa que produz camarão, em cativeiro, em moldes industriais no país. Depois, aparecem outras, mas de média escala. Tal é caso de uma firma que se localiza na cidade da Beira, mas que em 2011 esteve com as actividades paralisadas, já que estava a redimensionar as suas infra-estruturas.

Doença de mancha branca não afecta camarão do mar

José Halafo esclareceu que esta doença não representa nenhum perigo para a produção do camarão no mar. Ou seja, depois de se diagnosticar a doença, recolheu-se amostras em quase todo o país. Em Nampula e Zambézia, o vírus foi também detectada, mas isso não significa que todo o camarão que esteja em ambiente natural tenha sido afectado. “O meio natural tem a capacidade de se autoregular, portanto, não há nenhum risco para o camarão do mar”.

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