Mandou tirar o seu nome do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias.
O veterano de luta de libertação nacional, Alberto Joaquim Chipande, deu, semana passada, um prazo de 15 dias ao Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande (ISCTAC) para tirar o seu nome da instituição, alegando que estava a ser abusivamente usado para se obter benefícios alheios.
Para tal, Chipande contratou uma sociedade de advogados denominada Couto-Graça & Associados. De acordo com uma carta produzida por esta empresa, enviada ao ISCTAC, na posse do “O País”, Chipande distancia-se daquela instituição de ensino superior: “…na qualidade de mandatários de Sua Exa. General Alberto Joaquim Chipande, vimos solicitar que seja retirado o nome Alberto Chipande da denominação social do instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande, porquanto o mesmo está sendo abusivamente usado junto de terceiros, para alegadamente obterem vantagens e benefícios que nada coadunam com o espírito que esteve subjacente ao uso do nome e, por esse facto, está a afectar sobremaneira a imagem e bom nome do nosso cliente”.
O mesmo documento, que também foi dirigido ao gabinete do governador de Sofala e do primeiro secretario da Frelimo, adianta que “…esta situação abusiva do uso do nome teve repercussões ao nível da comunicação social, envolvendo, sem qualquer fundamento, o partido Frelimo, o que é deveras constrangedor, a par das irregularidades de natureza institucional que já foram detectadas no ISCTAC pelo Ministério da educação e que, de forma bem directa, afectam aquele que é respectivo patrono e se dispôs a aceitar dar o seu nome a uma instituição de ensino que deveria ter tido por base uma conduta exemplar”.
Violação de acordo
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