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De acordo com a comunidade asiática residente em Maputo.
A comunidade asiática residente em Maputo diz que os criminosos que, sistematicamente, têm estado a sequestrar cidadãos de origem asiática na capital do país o fazem em conluio com os agentes da Polícia da República de Moçambique, porque, no seu entender, não se percebe o enorme silêncio em volta deste tipo de casos.
A comunidade asiática acredita, também, que os sequestradores podem estar a coordenar as suas acções criminais com alguns funcionários dos bancos, pois não se percebe como os mesmos podem ter acesso a toda a informação bancária das contas das suas vítimas.
Na verdade, o valor do resgate é exigido em função da “musculatura” financeira da vítima, o qual oscila entre 500 mil e dois milhões dólares.
Na tarde da última segunda-feira, dois empresários de origem asiática foram raptados por quatro indivíduos ainda a monte. Diversos jornais editados na capital do país avançam que o rapto ocorreu no cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, quando os dois cidadãos visitavam a campa de um familiar.
Os indivíduos raptados - A. Cadir e G. Sattar -, residentes na cidade da Beira, são sócios da empresa Vidreira e Cristalaria de Moçambique, recentemente privatizada.
Os raptores exigiram, à partida, o pagamento de um milhão de dólares norte-americanos para libertar as vítimas, mas depois subiram o valor para dois milhões de dólares.
Em face da situação, a comunidade asiática em Moçambique enviou uma carta ao nosso diário manifestando a sua indignação e a exigir uma intervenção rápida dos agentes da polícia.
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