A direcção da cadeia, de imediato, abriu as celas.
As faíscas, provocadas por um processo de soldadura de uma das grades, caíram sobre um monte de papéis e colchões, que arderam e, em poucos minutos, o fogo alastrou-se por todo o compartimento, o que deixou os reclusos em pânico e em gritarias.
A direcção da cadeia, de imediato, abriu as celas e todos os prisioneiros foram encaminhados ao pátio de cadeia, tendo sido antes reforçada a segurança dentro e fora da cadeia para evitar eventuais tentativas de fuga.
Os bombeiros, chamados a intervir, prontamente combateram o incêndio, com recurso a pouco mais de dois mil litros de água e, em contacto com a imprensa, explicaram que a origem do incêndio estava ligada à falta de segurança no trabalho que estava a ser executado pelos próprios reclusos.
“Nem foi necessário muita experiência para descobrirmos a origem do incêndio. Os nossos técnicos, em pouco tempo, e depois de análises e conversas com as pessoas que estavam a trabalhar no gradeamento, concluíram que a falta de segurança originou este incêndio. É preciso entender que papel, colchões e pneus são materiais altamente inflamáveis e, perante as faíscas, pegaram fogo rapidamente. Felizmente, chegamos a tempo para evitar o pior. Aproveitámos para alertar a todos os munícipes para observarem, em primeiro lugar, a segurança, principalmente quando estão a lidar com material inflamável”, afirmou Remigio Geriano, responsável pelos bombeiros.
Os trabalhos de soldadura estavam sendo realizados por um trio de prisioneiros condenados a penas que variam de seis a 10 anos de prisão. Um deles, que responde pelo nome de Genito António, condenado a seis anos de prisão, tendo já cumprido cerca de três, disse à nossa reportagem que o incêndio, realmente, iniciou após várias faíscas terem caído no interior do armazém.





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