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Faíscas provocam incêndio e pânico na cadeia central da Beira

A direcção da cadeia, de imediato, abriu as celas.

As obras de manutenção e ligadas ao processo de melhoria do sistema de segurança na cadeia central da Beira, em curso desde Abril último, aquando da fuga de 10 reclusos desta penitenciária, terminaram ao princípio da manhã de ontem com um incêndio, provocado por faíscas, que, ao cair no interior de uma cela, ora transformada num armazém e arquivo, provocaram o incêndio.

As faíscas, provocadas por um processo de soldadura de uma das grades, caíram sobre um monte de papéis e colchões, que arderam e, em poucos minutos, o fogo alastrou-se por todo o compartimento, o que deixou os reclusos em pânico e em gritarias.

A direcção da cadeia, de imediato, abriu as celas e todos os prisioneiros foram encaminhados ao pátio de cadeia, tendo sido antes reforçada a segurança dentro e fora da cadeia para evitar eventuais tentativas de fuga. 

Os bombeiros, chamados a intervir, prontamente combateram o incêndio, com recurso a pouco mais de dois mil litros de água e, em contacto com a imprensa, explicaram que a origem  do incêndio estava ligada à falta de segurança no trabalho que estava a ser executado pelos próprios reclusos.

“Nem foi necessário muita experiência para descobrirmos a origem do incêndio. Os nossos técnicos, em pouco tempo, e depois de análises e conversas com as pessoas que estavam a trabalhar no gradeamento, concluíram que a falta de segurança originou este incêndio. É preciso entender que papel, colchões e pneus são materiais altamente inflamáveis e, perante as faíscas, pegaram fogo rapidamente. Felizmente, chegamos a tempo para evitar o pior. Aproveitámos para alertar a todos os munícipes para observarem, em primeiro lugar, a segurança, principalmente quando estão a lidar com material inflamável”, afirmou Remigio Geriano, responsável pelos bombeiros.

Os trabalhos de soldadura estavam sendo realizados por um trio de prisioneiros condenados a penas que variam de seis a 10 anos de prisão. Um deles, que responde pelo nome de Genito António, condenado a seis anos de prisão, tendo já cumprido cerca de três, disse à nossa reportagem que o incêndio, realmente, iniciou após várias faíscas terem caído no interior do armazém.

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