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Moçambique usa combustível nocivo à saúde humana

Teor de enxofre é de 500, em vez dos 10 PPM recomendáveis

Em Moçambique, tal como nos países vizinhos, com excepção da África do Sul, usa-se gasóleo com um teor de enxofre de 500 PPM (quantidade do enxofre no diesel), longe dos 10 PPM recomendáveis.

O enxofre que é libertado durante o funcionamento dos veículos, sobretudo a gasóleo, é uma substância que causa graves problemas respiratórios, cardiovasculares e altamente cancerígena.

Para reverter o cenário, especialistas do sector de energia da região estão reunidos, desde hoje, em Maputo, para debater a redução do enxofre. “Está a fazer-se uma migração do gasóleo de 500 para 50, até 10 PPM. Isto por questões ambientais e de saúde”, disse Moisés Paulino João, Director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis.

De acordo com o Director, a solução passa por alterar o combustível que é importado, o que não vai afectar os carros que circulam com o actual Diesel, antes vai melhorar a saúde humana e longevidade dos veículos.

“As terminais oceânicas, hoje, estão preparadas para receber o gasóleo de 500 PPM, o que estamos a fazer é preparar estas infra-estruturas para que fiquem prontas daqui a dois, cinco, 10 anos, de modo a receberem o combustível de 50, 10 PPM, na perspectiva de dar mais vida às nossas viaturas, por um lado. Por outro, foram enumeradas questões de saúde pública”, acrescentou.

O seminário regional sobre a harmonização dos combustíveis decorre até amanhã.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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