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23 de Fevereiro
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Esquema de roubo de combustível no porto da Beira

Há dois anos um depósito clandestino incendiou-se

 

O roubo de combustíveis e assalto a camiões contendo mercadoria diversa, no porto da Beira, em Sofala, continuam a preocupar as autoridades.

Os actos são protagonizados por grupos de jovens, mesmo à saída do porto da Beira, principalmente nos bairros da Munhava, na Rua Kruss Gomes, entre o acesso norte do porto e a praça André Matsangaissa.

Os assaltantes residem nos arredores do porto da Beira e o esquema é organizado de tal forma que já existem depósitos informais de “combustíveis” nas suas residências. A mercadoria é comercializada em diversos pontos da cidade da Beira e outras zonas do país.

Há cerca de dois anos, refira-se, um dos depósitos informais de combustível ardeu em circunstâncias, até aqui, desconhecidas, tendo resultado na morte de três pessoas.

As autoridades policiais, em coordenação com os operadores do porto da Beira, transportadores e a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), iniciaram, imediatamente ao acidente, várias acções, com vista a estancar o roubo de combustíveis e outros bens, mas sem efeito.

Deste modo, recentemente, os CFM organizaram mais um encontro envolvendo operadores do porto da Beira, transportadores e a Polícia da República de Moçambique, com vista a encontrar soluções para travar o avanço dos malfeitores. A reunião foi orientada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

Na ocasião, um dos participantes, Pedro Duarte, por sinal transportador, “gelou” a sala ao afirmar que o roubo de combustíveis, que já culminou com mais de uma centena de mortos nos últimos dois anos e desaparecimento de bens diversos, resultam de uma organização criminosa que envolve agentes económicos de má-fé. Esses agentes económicos investem meios humanos e materiais para lograr os seus intentos.

É que diariamente circulam, numa das principais estradas de acesso ao porto da Beira, centenas de camiões alvos dos grupos de assaltantes. De acordo com relatos, os malfeitores socorrem-se de todos os meios, principalmente quando os transportadores recusam-se a parar.

 “Senhor ministro, esta é a verdade. Estou disposto a colaborar com as entidades competentes para desmascararmos estes indivíduos. A prova disso é o caso de Caphiridzange. O camião que depois ardeu, foi desviado para uma mata e ali estava um outro camião para onde o combustível estava a ser drenado. Portanto, estamos a lidar com indivíduos com capacidade financeira até para comprar camiões e tanques, apenas para movimentar combustíveis roubados”, disse um dos intervenientes da reunião.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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