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22 de Setembro
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Malária fez 288 mortos desde o início do ano no país

Pelo menos um milhão de casos da doença foram notificados

A malária já matou perto de 300 pessoas desde que o ano 2017 começou. Até a semana passada, pelo menos um milhão de casos da doença foram notificados em todo o país. O Ministério da Saúde diz os dados são alarmantes, contudo já há medidas em curso para travar a doença.

“Desde Janeiro já tivemos mais de um milhão de casos e isso é preocupante, porque podemos terminar o ano com perto de seis milhões de caso, como aconteceu no ano passado”, disse o director nacional de Saúde Pública, Francisco Mbofana.

Mbofana, que falava durante o conselho técnico de controlo da malária, que reuniu-se de emergência, disse que até Setembro, todos moçambicanos deverão ter uma rede mosquiteira.

“Vamos distribuir cerca de 16 milhões de rede nos próximos dias para garantir que todos estejam protegidos da picada do mosquito que causa a malária. Nosso desafio também é eliminar o parasita, porque o que complica a situação é o parasita”, disse Mbofana.

Até ao momento, Tete e Manica são as províncias mais afectadas pela doença. A colocação de equipas nas regiões de maior risco, e a pulverização no interior casas são as outras medidas em curso para conter a expansão da malária.

“Enviamos uma equipa para Tete e Manica, e eles vão fazer uma iinvestigação para perceber as reais razões do crescente número de casos. É verdade que estamos na época chuvosa e o risco é maior, mas também temos casos que são assumidos como malária, quando pode ser uma simples febre”, explicou o director nacional de Saúde Pública.

A malária também está presente em alguns distritos de Gaza, Inhambane e Sofala.

Diante dos desafios, o MISAU assume que Moçambique não vai conseguir eliminar a malária até 2030, conforme prevê um protocolo da Organização Mundial da Saúde.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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