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Famílias transferidas de Malanga para Mahoche ainda não têm água

Reassentamento

A água é um recurso escasso em Mahoche, bairro para onde foram transferidas mais de 300 famílias que viviam na Malanga para dar lugar à construção da ponte Maputo-KaTembe. Diante da escassez, há quem se arrisca a beber água imprópria mesmo ciente dos perigos que isso representa a saúde.

“Esta água que está aqui no tanque é da chuva que caiu no mês passado, tive de conservar, porque não é fácil ter água aqui. Assim tento ferver um bocado, para não me fazer mal”, conta Florinda Salomão.

Quem não quer depender da chuva é obrigado a comprar água em camiões cisternas ou a percorrer longa distância para chegar à fonte de abastecimento.

“A água está muito cara, e além do mais, devemos pagar o homem do carro que cobra 500 meticais por cada mil litros. E estamos a passar mal desde o início da construção das nossas casas, e mesmo agora ainda não terminamos”, disse Gabriel Quive.

A distância para a escola, hospital e paragem de transporte também preocupam os residentes de Mahoche. Mas a energia, que já foi a grande preocupação, está a chegar a todas as casas.

 “O que está mais ou menos é a energia, porque algumas casas já têm. E nós que ainda não temos, já estamos a tratar o processo e acreditamos que a energia já está resolvida”, disse Clara Fernando.

Os moradores alegam que usaram parte do dinheiro da indemnização para limpar os terrenos onde construíram as suas casas, por isso dizem que a Maputo Sul, empresa responsável pelo reassentamento, tem uma dívida por pagar.

Mahoche precisa de hospital e esquadra

Os moradores do novo bairro Malanga clamam por um hospital mais próximo e uma esquadra da polícia.

Actualmente, as perto de 300 famílias recorrem ao hospital situado na Matola Gare, que dista a mais ou menos 10 km.

Os moradores contam que também já há pequenos focos de criminalidade. “A electricidade de Moçambique veio para aqui alguns dias colocar cabos e na mesma noite foram roubados. Tivemos que falar com a EDM e com a Maputo Sul e vieram repor”, contou o morador Paulo José.

Os moradores também continuam a queixar-se do dinheiro que gastam em transporte para fazer o trajecto Maputo-Mahoche e vice-versa.


 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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