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Ausência de regulamentação agrava poluição sonora e ambiental em Maputo

Há zonas em Maputo com poluição acima do recomendado pela OMS

A cidade de Maputo está a crescer. Contudo, cede os espaços verdes para outros fins, tem um sistema deficitário de saneamento e debate-se com dificuldades para combater a poluição sonora e ambiental, além de um transporte público que não satisfaz os cidadãos.

Um dos activistas mais activos em questões ambientais, Carlos Serra Jr., juntou-se a outras vozes, num debate realizado semana passada na cidade de Maputo, para criticar a ausência de regras concretas para controlar a poluição e recordou que as autoridades devem desempenhar o seu papel. O ambientalista diz não bastarem as posturas municipais. É preciso leis com regras mais concretas para proibir certas atitudes. 

“Temos que ter um quadro normativo bom. Existem normais quer a nível nacional, quer a nível municipal. Entretanto, há também lacunas e alguns desajustamentos em relação à realidade de hoje. Se esses instrumentos não forem operacionalizados, nada faremos, além de sessões de debates sem efeito algum”, criticou.

No painel que juntou ainda representantes do sector da saúde e  sociedade civil, o ponto de situação veio da platéia. Em representação do Departamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane, um participantes fez o ponto de situação de Maputo em termos ambientais. Segundo ele, os inventários que têm sido feitos mostram que Maputo já é uma cidade poluída, contudo, destacam-se algumas zonas onde a situação é mais crítica.

“Há zonas de Maputo onde nós temos poluição muito acima daquilo que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que são 25 microgramas por metro cúbico de volume de ar. Por exemplo, as zonas do Xiquelene, Xipamanine, Museu e a baixa da cidade têm acima de 50 microgramas por metro cúbico do volume de ar”, explicou, indicando a elevada quantidade de lixo produzido e a emissão de gazes poluentes pelas viaturas como os principais factores agravantes.

E, porque a poluição tem consequências directas sobre a saúde pública, a investigadora do Instituto Nacional de Saúde, Ana Mucumbi, disse que as consequências da poluição estão entre as principais causas de problemas de saúde.

Unido no movimento “Cidadãos de Maputo”, o grupo que organizou o debate público realizado em Maputo elaborou uma carta assinada por mais de 9 800 cidadãos e dirigia ao Município e ao Governo a propor soluções para melhoria da vida em Maputo.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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