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Dieta alimentar inadequada condiciona saúde de mulheres em idade reprodutiva

Falta de alimentos agrava desnutrição crónica, compromete crescimento das crianças e influencia a redução das suas capacidades de aprendizagem

Mais de 64 por cento das mulheres na faixa etária dos 15 aos 49 anos e crianças menores de dois anos de idade estão desprovidas de uma dieta alimentar equilibrada, capaz de garantir uma vida saudável. Por isso, recomenda-se o consumo de pelo menos, um dos três grupos de alimentos, tais como leguminosas (feijões, lentilhas, soja, ervilhas, etc.), produtos ricos em vitaminas e proteínas; frutas e vegetais ricos em vitamina “A” e vegetais folhosos de cor verde-escuro.

A falta destes alimentos, além de agravar a desnutrição crónica, compromete o crescimento das crianças e influencia a redução das suas capacidades de ensino e aprendizagem, bem como a sua produtividade na fase adulta.

A informação foi apresentada em Maputo, durante a divulgação dos resultados de um estudo sobre a diversidade da dieta nas comunidades rurais e pesqueiras.

O estudo foi realizado pelo programa de Promoção de Mercadorias Rurais (PROMER) em parceria com o Projecto de Promoção de Pesca Artesanal (PROPESCA) e abrangeu cerca de 2.600 pessoas, de 35 distritos nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Zambézia e Cabo-Delgado.

Magno Nhanculo, pesquisador nutricional do PROMER, aponta a falta de conhecimento sobre a diversidade da dieta, disponibilidade de frutas e legumes e características socioeconómicas das comunidades rurais, como as principais causas que contribuem para a fraca dieta alimentar.

Para inverter esta situação, Nhanculo diz que a PROMER, e demais instituições ligadas à segurança alimentar, estão a educar as comunidades sobre a importância da diversificação dos alimentos, para a melhoria da dieta alimentar, assim como disseminar informações que incentivam à maior produtividade dos alimentos menos produzidos e menos consumidos.

Tanto para as mulheres e crianças, que têm o mínimo da qualidade da dieta aceitável, a mesma é muito baixa. Temos muito que trabalhar para a melhoria da qualidade da dieta. Isto tem a ver com o conhecimento sobre o que é uma dieta saudável e a própria prática do processamento dos alimentos, disse.

Explicou que as comunidades na sua maioria desenvolvem hortícolas, mas não sabem que nesta prática precisam de conservar também os seus alimentos para garantir melhor dieta em tempos de escassez.

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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