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Grevistas queimam hectares de cana-de-açúcar na Maragra

Perto de 45 hectares de cana-de-açúcar foram queimados durante manifestação dos trabalhadores da Açucareira da Maragra

Perto de 45 hectares de cana-de-açúcar foram queimados, última quarta-feira, durante a manifestação dos trabalhadores da Açucareira da Maragra, distrito da Manhiça, em Maputo. A revolta dos trabalhadores afectos ao sector agrário da açucareira surgiu na sequência da greve que decorre há uma semana. “Queimaram 44,8 hectares de cana. Os grevistas dizem que não foram eles. Dizem que queimaram uma parte e que a outra parte foi por causa dos disparos da Polícia”, explicou Alexandre Munguambe, secretário-geral do Sindicato dos trabalhadores da Indústria do Açúcar, Álcool e Afins (SINTIA).

Falando ontem em conferência de imprensa, Munguambe acrescentou que os trabalhadores agrediram, com gravidade, alguns colegas seus, incluindo um agente da Polícia, e vandalizaram a viatura do director da empresa. “Nós não podemos destruir a empresa. Apelamos aos trabalhadores a não destruir a empresa. Nós entendemos que numa manifestação não se devem destruir os bens”, apelou.

A diferença salarial é a principal causa da greve movida por trabalhadores moçambicanos, que alegam receber salários baixos comparativamente aos dos estrangeiros.

Até ontem, as actividades continuavam paralisadas na Açucareira de Maragra. Na verdade, os trabalhadores chegaram a retomar as actividades, mas quando a empresa informou que descontaria os salários dos grevistas, os mesmos decidiram manifestar-se.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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