Os números são assustadores
Os números são assustadores. Mais de 500 concidadãos nossos encontram-se na condição de detidos e de reclusos nas várias cadeias da província de Gauteng, na África do Sul, de acordo com os registos do Consulado Geral de Moçambique, em Joanesburgo. Os moçambicanos, ora presos na terra do rand, são indiciados de prática de diversos crimes, dentre os quais, roubo de viaturas, assalto a residências com recurso a armas de fogo, roubo de telemóveis na via pública.
Nas situações mais graves, estão cidadãos nacionais presos naquele país vizinho, por tráfico de drogas, em alguns casos, detidos no Aeroporto Internacional Oliver Thambo, em Joanesburgo, idos de vários cantos do mundo, com destaque para o Brasil.
Segundo, o cônsul-geral de Moçambique em Joanesburgo, Luís Silva, o mais preocupante é que nem todos os detidos naquele aeroporto são cidadãos moçambicanos. Contudo, inúmeras vezes apresentam-se com passaporte moçambicano, facto que obriga os funcionários consulares a levarem a cabo uma triagem complexa, dado que, até às últimas circunstâncias, os proprietários de tais documentos alegam serem moçambicanos.
Permanência ilegal na África do Sul
Apesar das facilidades criadas entre os governos de Moçambique e da África do Sul, através do acordo de supressão de vistos, em vigor já há alguns anos, muitos são os moçambicanos que não respeitam o tempo de permanência na terra do rand. Como consequência imediata, quando encontrados pela polícia sul-afriacana, nas suas habituais patrulhas, são detidos. O caminho a seguir é permanecerem, durante vários meses, encarcerados no Centro de Trânsito de Lindela, aonde todos os emigrantes ilegais detidos na África do Sul são encaminhados.
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