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Maxaquene “A” a caminho da urbanização

Na periferia da cidade de Maputo

O bairro Maxaquene “A”, no distrito Urbano KaMaxaquene, localiza-se na primeira cintura logo após ao centro da cidade de Maputo e é conhecido pelas suas construções desordenadas, falta de condições de saneamento, arruamentos organizados e valas de drenagem de águas pluviais.

Este cenário poderá fazer parte da história, uma vez que a edilidade de Maputo já tem cerca de 400 mil dólares americanos para realizar, dentro dum ano, o estudo de pormenor, que vai identificar os talhões habitacionais, espaços para arruamentos, valas de drenagens, entre outras infra-estruturas inerentes à urbanização.

No último sábado, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, foi ao bairro em causa com toda a sua equipa de trabalho para explicar à população local o trabalho que será realizado.

“Depois do estudo de pormenor, que será feito durante um ano, vamos mobilizar mais recursos para a fase de implementação do projecto”, esclareceu Simango.

A Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane está a cargo do estudo a ser realizado. O arquitecto Teodósio Tique disse, na ocasião, que os bairros que fazem a primeira cintura da cidade de Maputo surgiram e cresceram fora dos parâmetros municipais, daí que qualquer trabalho, sem mexer as pessoas, é sempre difícil.

Porém, salientou que o estudo de urbanização vai definir todo o trabalho que será feito. “Estamos num país pobre. Os países desenvolvidos que já fizeram isso, tiraram toda a população para outro sítio e meteram buldozas, destruíram tudo e ergueram prédios, mas nós não vamos fazer isso”, exclareceu o edil de Maputo.

Algumas pessoas poderão ser retiradas e reassentadas num bairro ainda por identificar. Catembe, a sul da cidade de Maputo e Albazine, a norte, são alguns bairros que poderão acolher os que serão retirados de Maxaquene “A”.

Por outro lado, a reabilitação da avenida Milagre Mabote está a obrigar a destruição de algumas casas no bairro de Maxaquene. Alguns afectados reclamam a exiguidade do dinheiro que estão a ser atribuídos pelo município, alegando que a avaliação dos imóveis foi feita em 2008 e está a ser usada essa base de cálculo, não obstante o custo do material de construção ter conhecido uma subida galopante.

Perante este facto, David Simando prometeu analisar caso a caso para uma medida acertada. A reabilitação da rodovia em causa iniciou há um mês e tem mais sete pela frente para o seu término. Em termos de orçamento, são cerca de 143 milhões de meticais.

 

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