Na semana passada, o governo de Moçambique e o do Botswana assinaram um acordo de intenções para a construção do porto Techobanine, dedicado sobretudo ao escoamento do carvão do Botswana (ver página 8 e 9). Na conferência sobre o carvão, Tore Horvei, director operacional do CIC Energy Corp, a empresa que está a desenvolver o complexo de energia Mmamabula, na mina de carvão com o mesmo nome, no Botswana, afirmou categoricamente que uma linha férrea que escoe o carvão através da Namíbia é a melhor alternativa de transporte. “O Bostwana tem 60 milhões de toneladas de carvão por ano para escoar. Consideramos que a solução da Namíbia é a melhor. Há, aliás, já um acordo de intenções entre os dois governos para a construção de uma linha férrea”.
Tore Horvei explicou, no evento, que “tínhamos a possibilidade de ir pela África do Sul ou pelo Zimbabwe, através do porto da Beira, mas a linha férrea da Namíbia parece-nos a melhor solução” e, curiosamente, não abordou a hipótese de Techobanine, que o governo do Botswana já elege como, senão a única, uma das principais alternativas à África do Sul.
O grande problema do país do rand é o congestionamento. Ou seja, muitos países do interland decidem escoar os seus produtos através da RAS e assim, há quem diga que o serviço é cada vez pior. Mais dias de espera, mais tempo gasto, mais dinheiro deitado à rua. Os dados do Botswana mostram que, usando os portos sul-africanos, são necessários, em média, 22 dias para que as mercadorias cheguem ao destino, mas usando o porto de Techobanine, a duração deverá baixar para uma média de seis dias.
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