Uma vez mais, o carvão de Moatize está no centro das atenções dos “homens de negócios” nacionais e estrangeiros, e desta vez o debate não é só sobre o seu escoamento. A Vale e a Riversdale, mesmo sem grandes revelações sobre a situação dos seus projectos de exploração, continuam os “comandantes” da corrida ao carvão em Moçambique.
Num único mês (Julho) duas grandes conferências e o assunto é o mesmo: o carvão de Tete. As previsões apontam que o minério deverá ser extraído a partir de Julho de 2011, mais concretamente na rica bacia de Moatize. A 1 de Julho de 2010, a Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDC), uma agremiação que junta operadores com licença de exploração do carvão no país, chamou várias entidades públicas e privadas para debater a navegabilidade do rio Zambeze.
A ideia é usá-lo como estrada para o escoamento das quantidades industriais de carvão a serem produzidas por mais de 40 empresas autorizadas pelo Governo. Quanto à navegabilidade, não há grandes novidades, porque o executivo não avança detalhes sobre a sua decisão final enquanto os estudos ambientais não sairem, mas, na última terça-feira, “O Carvão de Moçambique” voltou à carga numa conferência onde não se debateu a logística, mas também os números que rondam o mercado mundial do carvão.
A última conferência de carvão foi organizada pela australiana Internacional Minining and Metals Series, sendo que, para além dos membros da AMDC, o encontro, de dois dias, contou com a participação do Governo (através do Ministério dos Recursos Minerais) e de consultores nacionais e internacionais ligados ao sector do carvão. De resto, os projectos da Vale e da Riversdale são ainda as referências obrigatórias quando se fala do carvão em Moçambique.
O encontro não trouxe muitas novidades, mas deu uma oportunidade aos empresários de alinhar formas de actuação para a exploração do carvão, numa altura em que as previsões já apontam para uma produção anual de 160 milhões de toneladas, a partir de 2025.
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