Kurt Couto: “Tenho que recomeçar tudo do zero”

Kurt Couto: “Tenho que recomeçar tudo do zero”

O atleta moçambicano Kurt Couto, a evoluir no centro de alto rendimento de Pretória, diz que a Covid-19 está a condicionar a sua preparação para atacar os Jogos Olímpicos de Tóquio.

É acorrida contra o relógio para não perder a forma física, numa altura em que não tem acesso à ginásio e muito menos pista, devido ao “lockdown” de nível quatro em vigência na África do Sul.

Kurt Couto, corredor moçambicano que se encontra no Centro de Alto Rendimento de Pretória, procura superar este condicionalismo para disputar os Jogos Olímpicos pela quinta vez na sua carreira, depois das presenças em 2004, em Atenas, na Grécia; 2008, Pequim, na China; 2012, em Londres, na Inglaterra; e 2016, no Rio de Janeiro, no Brasil.  

“As grandes dificuldades que enfrento, neste momento, tem a ver com facto de não poder fazer nada. Está tudo fechado. Não se pode viajar para poder competir e atingir os mínimos de qualificação. Neste momento não posso utilizar os ginásios e não tenho acesso à pista. A única coisa que posso fazer é tentar adaptar o treino para estrada”, lamentou o barreirista.
Mas há uma decisão da Federação Internacional de Atletismo que abre uma janela de esperança para o atleta bolseiro do Comité Olímpico de Moçambique no “High Perfomance Center” possa realizar o sonho de disputar as próximas olimpíadas de verão.

“A Federação Internacional de Atletismo parou os mínimos, sendo que estes somente continuam a partir de 1 de Dezembro. Oxalá que, até essa data, as fronteiras possam abrir”, manifestou-se, esperançoso, Kurt Couto.

Por ora, batalha é na luta pela busca de ritmo competitivo. “Temos que, verdade, recomeçar tudo do zero. Tudo depende das restrições que o governo sul-africano impôs. Mas vou continuar a lutar para que esteja a um bom nível quando voltar”.

Em momento de crise sanitária mundial, o corredor deixa uma mensagem de esperança a todos os moçambicanos.

“Cuidem-se, não se esqueçam que a nossa e vossa vida e daqueles que amamos é riqueza. Então, temos que ter muito cuidado. Lavem e higienizem as mãos, fiquem em casa e não se esqueçam de se proteger”, aconselhou.
 
Kurt Couto é especialista em 400 metros barreiras, sendo que foi o porta-bandeira de Moçambique em três edições dos Jogos Olímpicos, designadamente Atenas 2004, Pequim 2008, e Londres 2012,
Nos Jogos Olímpicos de 2012, Couto alcançou as meias-finais da competição de 400 metros barreiras masculinos, facto que lhe valeu a atribuição do Prémio Atleta Olímpico do Ano, em 2013, pelo Instituto Nacional do Desporto (INADE).

O seu recorde pessoal nos 400 metros barreiras é de 49.02 s, tendo sido obtido em Praga, no dia 11 de Junho de 2012. Nos 400 metros planos, possui, como melhor marca pessoal, um registo de 46.50 s, estabelecido em Windhoek, em 2007.
Em 2011, em Maputo, Kurt Couto conquistou a medalha de prata nos Jogos Africanos. Tem ainda registo de medalhas de prata, conquistada nas universíadas de Bangkok, em 2007, e bronze, em 2011, em Shenzen. No que aos Jogos da Lusofonia diz respeito, Kurt Couto conta com uma medalha de ouro em 2006, em Macau, e bronze, em 2010, em Portugal.


 


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