Lançadas celebrações da UA com apelos para luta contra COVID-19

Lançadas celebrações da UA com apelos para luta contra COVID-19

Foram hoje lançadas as celebrações do 57º aniversário da criação da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana (UA). A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), Verónica Macamo, destacou a necessidade de uma luta conjunta para vencer a pandemia do novo Coronavírus e destacou que não faz mais sentido que o continente enfrente conflitos e guerras constantes.

 

A comemoração da efeméride [na segunda-feira, 25 de Maio corrente] ocorre num momento em que o mundo é assolado pela pandemia da COVID-19. Para Verónica Macamo, a situação “impossibilita-nos de desenvolver um leque de actividades culturais, desportivas e lúdicas que caracterizam a nossa tradição”.

Apesar das restrições impostas pela pandemia, os africamos devem celebrar a data “com gestos e mensagens de júbilo”, que inspirem para a continuação da “edificação de uma África cada vez mais unida, forte e capaz de superar os seus prementes desafios no quadro da consolidação da paz e do desenvolvimento económico, nacional regional e continental”.

O desiderato de uma África pretendida pelos respectivos povos deve ser seguido, reflectindo sobre a importância do “bem-estar para todos”.

Este ano, o Dia da União Africana a decorre sob o lema “O Silenciar das Armas: Criando Condições Favoráveis para o Desenvolvimento de África”.

Segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, o calar das armas é “uma das condições fundamentais para alavancar o desenvolvimento de África” e tal só é possível num mundo livre da violência armada, da migração clandestina, do terrorismo e das crises ambientais.

Ainda sobre o terrorismo [na província de Cabo Delgado], a governante agradeceu a solidariedade dos países irmãos ao Governo moçambicano na luta contra esse fenómeno.

A OUA foi criada a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, na Etiópia, por iniciativa do imperador etíope Haile Selassie, por via de uma Constituição assinada por representantes de 32 governos de países africanos independentes, para enfrentar o colonialismo e o neocolonialismo. Mais tarde, a OUA foi substituída pela UA, a 09 de Julho de 2002.

Volvidos 57 anos deste organismo, prevalece o desafio de ultrapassar diferentes conflitos, dos quais políticos e/ou político-militar, na sua maioria derivados do processo eleitoral. A guerra é outro problema, o que é uma das razões do estágio que o continente se encontra nos dias que correm.

O lançamento das celebrações do Dia da UA aconteceu na presença de grupo de embaixadores e altos-comissários africanos.  

O Professor Antoine Kola Masala Ne Beby, Embaixador da República Democrática do Congo e Decano do Corpo Diplomático Africano acreditado em Moçambique, enfatizou que o dia deve servir para reflectir sobre as aspirações das pessoas de se libertarem do jugo colonial e do neocolonialismo.

“Devemos aumentar a sensibilização política e consciencialização em todo o mundo sobre o estado das coisas em África e a ambição do seu povo de se libertar economicamente”, afirmou Masala Ne Beby, destacando igualmente que se deve lembrar do que os formadores da OUA, mais tarde UA, pretendiam com a organização, como por exemplo: a promoção da unidade e solidariedade dos estados africanos.

Para Masala Ne Beby, o lema “O Silenciar das Armas: Criando Condições Favoráveis para o Desenvolvimento de África” reaviva a aspiração dos líderes africamos em 2013: “Acaba com a guerra e impedir o genocídio no continente”.  

 

 

 

 


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