Literatura moçambicana: rastos e rostos da última década – 2010/2020

Intróito e considerações metodológicas

Por volta de finais de Janeiro do corrente ano, um representante da Associação de Escritores Moçambicanos solicitou que eu proferisse, em meados de Março, uma palestra com o título acima mencionado, num programa denominado “No Gume da Palavra”, organizado por aquela agremiação.

Pus “mãos à obra” e, num período que durou um pouco mais do que um mês, fiz o mapeamento das obras produzidas em Moçambique, no período que me tinha sido imposto. O intervalo afigurava-se longo e aventei como hipótese abordar apenas alguns rastos e rostos referentes à produção literária, em função da sua “qualidade literária”. Mas faltaria encontrar um critério que me permitisse justificar a minha escolha. Afinal o que é que seria “qualidade literária” de um conjunto de obras que não teria a chance de ler todas? Sendo difícil, fui recenseando obras, utilizando como categorias: “autor’, “obra’, “editora”, “ano de publicação”, “género literário”, “prémios atribuídos ao autor” e “textos críticos” que tivessem recaído sobre essas obras. Factos dispersos, na maioria dos casos, e com dados omissos em vários acervos que consultei.

Essa categorização pareceu-me ambiciosa para produzir resultados palpáveis num curto período de tempo, uma vez que, em tal ínterim, não conseguiria fazer o levantamento exaustivo de ensaios, monografias, entrevistas ou qualquer género de texto crítico feito para determinada obra, nem se quer ler os textos produzidos. Entretanto, assumi que os prémios literários consagrados aos autores poderiam constituir um elemento para legitimar a sua obra, a ponto de eu o escolher como destacável para o apresentar como rosto da década 2010-2020. Mas, uma vez que o critério “prémio literário” não seria suficiente, por imensas razões discutíveis, ligada à legitimidade de determinados júri, aventei a hipótese de ressaltar os autores que tivessem mais do que uma publicação, critério que se foi abaixo, logo que constatei a existência de autores como Paulina Chiziane, Fátima Langa, Carlos Santos, Adelino Timóteo, Aldino Muianga, João Paulo Borges Coelho, Mia Couto, Hélder Faife, entre outros que me tenham escapado no mapeamento, que têm cinco ou mais do que cinco obras produzidas nesse período. Constatei que, com esse critério, haveria de ter que falar apenas sobre aqueles escritores sobre quem mais se estuda e escreve e omitiria a obra de muitos outros bons escritores que, apesar de terem produzido pouco em quantidade, trabalharam e empenharam-se muito no tocante à qualidade dos seus textos.

Então, continuei a fazer o recenseamento, usando as categorias acima mencionadas e, ao acaso, foi-se desenhando uma perspectiva de análise que me permitiria destacar algumas obras em detrimento de outras com boa qualidade. Quando parei de fazer o mapeamento, uma vez que já se aproximava a data de apresentação da palestra, 11 de Março, detive-me a analisar a estética literária dos textos recenseados, em função dos sub-géneros literários e cheguei às conclusões que mencionarei mais adiante, após a obrigação que tenho de estabelecer aqui alguns parâmetros teóricos.

Algumas questões gerais e teóricas

O primeiro tem a ver com a Sociologia da Leitura, que me permitiu abordar as obras em função das categorias que defini e chegar às conclusões a que cheguei com o estudo, nomeadamente: suportes de leitura – autores, obras literárias e editores; instituições e leitura:

Escola, porque o meu critério de análise é escolástico; Ensino da leitura – formação do hábito ou do gosto pela leitura; práticas culturais e a leitura – profissional versus outros, relativos a indivíduos.

Num total de 285 obras recenseadas, encontrei cerca de 133 autores. Estimo que 41 são escritoras e 92 escritores, (cf. a lista no final deste texto). Algumas obras foram publicadas por grupos de autores, outras, como por exemplo, as de literatura infanto-juvenil (na sua maioria) vêm apresentadas com dois nomes, de onde, o primeiro é o autor do texto e o último, autor das ilustrações. O recenseamento foi realizado ao acaso, considerando os livros, à medida que os fosse encontrando, em livrarias; editoras (que consultei em presença livro a livro ou as que cuja consulta foi na base catálogos), tanto a nível nacional ou internacional; diferentes bibliotecas moçambicanas (públicas e privadas); bem como consultas por internet, incluindo conversas com jornalistas, bibliotecários, literatos e amantes da literatura. Há neste mapeamento alguma margem de erro, tal como em qualquer tipo de estatísticas, obviamente, para além da limitação do período em que o estudo decorreu, muito curto. Mas foram os dados que pude juntar para conversar com os participantes da palestra. Certamente que este estudo continuará, até porque, depois da palestra ainda tenho encontrado mais obras. Além de que, para ser eficaz, deverá ser realizado num grupo mais alargado. Terá que ser um trabalho de equipa.

Só para deixar alguma informação do ponto de vista da quantidade de editoras que  publicam obras de moçambicanos, umas nacionais e outras estrangeiras, nomeio as que foi possível documentar: Alcance, Selo Jovem, Indico, Escola Portuguesa de Moçambique, Xidjumba, Oleba, Fundza, Fundação Fernando Leite Couto, Cavalo do Mar, Ndjira, MOLIJU, TDM, Literatas, AEMO, JV, Kwandika, Editora Kuvaninga, Plural, Kapulana, Chiado, Letras, Miller A. Matine, Chil, CEMD, Labirinto de Letras, INCM, PAWA, Texto Editores, Editorial Novembro, EMIJOMO.

 

Correntes de crítica literária

É importante destacar que a crítica académica é regida por determinadas escolas, nomeadamente: Formalismo russo, cuja análise é feita em função da mensagem; Estruturalismo, que centra a sua análise em modelos linguísticos; Desconstrução, que aborda a disseminação de sentidos; Crítica realista marxista, que glorifica os heróis da sociedade comunista; Realismo socialista, que trabalha basicamente o texto e a realidade na qual este é produzido; Nova Crítica, a que separa o texto do autor (nesta corrente, a análise literária deve apenas considerar o texto). O tipo mais comum de crítica que encontrei é o de linha estruturalista, o que me faz concordar com o estudo de um docente moçambicano, Artur Minzo, que defende a tese de que, nas escolas moçambicanas, a interpretação do texto explora mais unidades linguísticas do que trabalha a questão da interpretação do sentido. Eu particularmente tenho trabalhado mais na linha da contestada “desconstrução”, cf. a minha obra de ensaios Entre o Indico e o Atlântico: ensaios sobre literatura e outros textos (2014).

 

Tipos de crítica literária

Considerei ainda, para esta pesquisa, estudos realizados a partir da crítica literária e já agora, elenco alguns nomes e tipos de crítica: Crítica académica – Ana Rita Santiago; Vanessa Pinheiro; Ana Mafalda Leite; Almiro Lobo; Sara Jona; Pe. Manuel Ferreira; Cremildo Bahule; Francisco Noa; Sérgio Raimundo e Matos Mathonse; e o seguinte grupo de autores de monografias produzidas na Universidade Eduardo Mondlane: Francisco Nhantumbo; Orlando Mazivila; Odete Ernesto; Carlos Nhangumele; Valério Langa; Mussa Moses; Hassane Momad; Manuel Timane. Importa, relativamente a este grupo, mencionar que não consultei teses, nem monografias ou dissertações produzidas na antiga Universidade Pedagógica, que leciona cursos de literatura.

Crítica Jornalística - Japone Arijuane; Pedro Pereira Lopes; Leonel Matusse; Eduardo Quive; Elton Pila; Marcelo Panguana e José dos Remédios; Crítica de leitores - Virgília Ferrão. Neste estudo ainda não menciono os títulos das obras que foram objecto de análise destes autores. Fiz este destaque, para deixar a sugestão do quão a crítica literária se encontra aquém do número de publicações que vão saindo.

Mas devo ainda deixar claro que uma investigação mais aturada poderá revelar mais críticos, até porque, tal como mencionei, não consultei os acervos de produção crítica da Universidade de Maputo, que a par da Universidade Eduardo Mondlane leciona Literatura, nem de acervos.

Características de géneros literários

Do ponto de vista da teoria literária, sem me alongar, seria, também, de todo importante me referir aos sub-géneros literários. Quanto às suas características essenciais, pode-se destacar que o Romance Histórico contém: um personagem referencial, a descrição da cor local dos lugares descritos, metaficção, o recurso à memória, a base na verossimilhança e no imediatismo (intromissão do narrador no texto), entre outras. O Romance Policial tem no seu cerne um crime, aborda o medo, faz uma investigação, há um enigma, mas deve-se descobrir o crime, há o recurso à memória e à verossimilhança para o escrever e há também o imediatismo. A Auto-ficção ocorre no romance que simula ou camufla uma biografia, com recurso à ambiguidade mais a ficção. Do ponto de vista do texto em verso, existe ainda a Poesia autobiográfica, na qual o autor não se revela no texto, mas aspectos extratextuais dão pistas sobre a sua identidade. Devo ainda referir-me à Ficção jornalística, género baseado no jornalismo e que se socorre do diálogo entre Jornalismo e Literatura, fazendo o que não se pode num texto jornalístico, como por exemplo, opinar e neste tipo de texto se pode ultrapassar os limites da notícia como acontecimento actual e breve, porque se pode recorrer ao passado. A ficção jornalística faz também uma densa descrição da cor local.

Tendo em linha de conta estas características, e considerando algumas das obras que eu tinha lido, ficou encontrado o critério para destaque dos rostos e rastos de 2010-2020, que se centra na “inovação” em termos de sub-géneros literários. Cheguei às conclusões que se seguem, mesmo considerando que existem, no conjunto das destacadas obras, algumas de género híbrido. A discussão sobre as características e generalizações acerca dos géneros literários é sobejamente conhecida, mas importava encontrar alguma categoria de análise que me permitisse trabalhar.  Considerando o conteúdo de cada uma das obras seleccionadas, constatei que alguns dos livros fogem ao formato padrão, quer do ponto de vista da sua estética, quer no conjunto do seu género literário.

Inovações: rostos e rastos de 2010-2020

Considerando o que acima mencionei, destaquei que alguns autores inovaram, por ter constatado um recrudescimento na produção do Romance Histórico. Devo lembrar que, anteriormente, quem mais tinha produzido neste género literário tinha sido Ungulani ba ka Khosa e a ele se juntaram, no período em estudo: Paulina Chiziane, com as obras O Alegre Canto da Perdiz e As Andorinhas; Aurélio Furdela, com a sua obra Saga d’Ouro; Adelino Timóteo, com Apocalipse dos Predadores e Os Oitos Maridos de dona Luíza Michaela da Cruz; Mia Couto, com Mulheres de Cinza, A Espada e a Azagaia e O Bebedor de Horizontes e João P. B. Coelho, com O Olho de Hertzog.

Salienta-se ainda, deste mapeamento, o aumento de obras infanto-juvenis, cujos autores são: Adelino Timóteo e Silva Dunduro; Alexandre Dunduro; Alexandre Dunduro e Orlando Mondlane; Benjamin João e Carmen Muianga; Carlos Santos; Celso Cossa e Alberto Correia; Celso Cossa e Luís Cardoso;        Celso Cossa e Luís Cardoso;          Cristiana Pereira; Ivânea Mudanisse/”Dama do Bling”; Fátima Langa; Hélder Faife; Hélder Faife e Mauro Manhiça; Marcelo Panguana e Luís Cardoso; Margarida Abrantes; Mauro Brito e Bárbara Marques; Mia Couto e Malangatana; Pedro Pereira Lopes; Pedro Pereira Lopes e Filipa Pontes; Pedro Pereira Lopes e Luís Cardoso; Pedro Pereira Lopes e Walter Zand; Rogério Manjate e Celestino Mudaulane; Rogério Manjate e Ivone Ralha; Sara Rosário; Sónia Sultuane; Tatiana Pinto; Tatiana Pinto e Tomás Muchanga; Ungulani ba ka Khosa e Américo Manave; Vários autores (trabalho resultante de uma Oficina Criativa). A maior parte desses textos foi editada pela Escola Portuguesa de Moçambique, que se tem dedicado à produção deste sub-género literário.

Houve ainda o surgimento do Romance Policial, de onde vale a pena mencionar: Lucílio Manjate, em A Legítima dor da dona Sebastiana e Rabhia, Pedro Pereira Lopes, através da obra Mundo Grave, e Virgília Ferrão, com O Inspector Xindzimila. Surgiu ainda o Romance auto-ficcional de Cri Essência, Em Busca do Mar Certo, de Álvaro Carmo Vaz, Um Rapaz Tranquilo – Memórias Imaginadas, e de João P. B. Coelho, Ponta Gêa, bem como a Poesia biográfica de Álvaro Taruma, em Para uma Cartografia da Noite. Do grupo de “inovações” o último destaque deste estudo vai para a Ficção Jornalística, obra de Bento Baloi, intitulada Recados da Alma.

Considerações finais

Ao concluir este estudo, acabei por me questionar: será que alguns dos autores que publicaram neste período fizeram “Literatura engajada”, inscrevendo-se naquilo a que chamamos “Artivismo”? Este é um assunto que me proponho estudar mais tarde, mas deixo mencionados alguns autores que me parecem estar a escrever nessa perspectiva: Sangare Okapi, em Os Poros da Concha; Adelino Timóteo, Nação Pária; Japone Arijuane, Ferramentas para Desmontar a noite;  Hélder Faife, Pandza; Contos de Fuga e Poemas em Sacos Vazios que Ficam de pé;  Álvaro Taruma, Para uma Cartografia da Noite;  Eduardo White, O Libreto da Miséria; Dany Wambirre, A Adubada Fecundidade e outros Contos; Eduardo Quive, Lágrimas da Vida, Sorriso da Morte; Sérgio Raimundo/”Poeta Militar”,  Avental de um Poeta Doméstico; Paulina Chiziane, quase toda a sua obra;  Clemente Bata, Retratos de um Instante e outras Coisas.

Os outros autores, ao que me parece, encontram-se a escrever na perspectiva da chamada Arte pela arte e dou alguns exemplos: Léo Cote; Nelson Lineu; Hélder Faife; Amosse Mucavele; Andes Chivangue; Tânia Tomé, Emmy Xys; Sónia Sultuane, Ana Mafalda Leite; Rogério Manjate e Hirondina Joshua.

E mesmo a terminar este texto, deixo ficar a lista de obras que pude recensear, trabalho que, tal como o referi durante a palestra, ainda carece de alguma lapidação.

Lista geral de autores recenseados

Por uma questão de tornar a lista arrumada e apetecível de ler, coloquei os nomes de autores e títulos de obras em parágrafos, que significam absolutamente nada. Assim o fiz, apenas por uma questão estética para o texto. Devo ainda afirmar que as obras foram recenseadas independentemente da edição na qual foram publicadas.

Adelino Timóteo, Cemitério dos Pássaros (2019):    Nós, os do Macurungo (2013):  O Voo das Fagulhas (2020); Não chora, Carmen (2012); Os Oitos Maridos de dona Luíza Michaela da Cruz (2016); Apocalipse dos Predadores (2015); Livro Mulher (2013); Nação Pária (2010);  Dos Frutos do amor e Desamores até à Partida (2011);  A Volúpia da Pedra (2018); Adelino Timóteo e Silva Dunduro, Na Aldeia dos Crocodilos (2013). Agnaldo Bata, Sonhos Manchados, Sonhos Vividos (2018). Albino Magaia, Duas Vidas à Procura do Mar e Outros Contos (2019). Aldino Muianga, Os Funerais de Mubengane (2019); Asas Quebradas (2017); Mito, (Histórias de Espiritualidade) (2010); Meledina ou a História de uma Prostituta (2010); Xitala Mati (2011); Ngamula, o Homem do Tchova (ou o Eclipse de um Cidadão) (2012); Caderno de Memórias (2013); Contos Profanos (2013).

Alex Barca, Leis do Amor Poesia (2017); Aliança com a Solidão (2015) Dores do Parto, Dores de Inspiração (2013). Alex Dau, Recluso do Tempo (2017); Os Habitantes do Inóspito (2017); Os Heróis de Palmo e Meio (2011). Alexandre Dunduro, Mutondi o Tocador de Timbila (2017); Alexandre Dunduro e Orlando Mondlane, O Casamento Misterioso de Mwidja (2014). Almeida Cumbane, Ilusão à Primeira Vista (2016 e 2019). Almiro Lobo, O Berlinde com Eusébio lá Dentro (2016). Álvaro Carmo Vaz, Um Rapaz Tranquilo – Memórias Imaginadas (2019). Álvaro Taruma, Matéria para um Grito (2018); Para uma Cartografia da Noite (2016). Amélia Matavele/ “Predestinada”, Xitsuketa (2015). Amilca Ismael, Efémera Liberdade (2014); Casa das Recordações (2010); A história da Nádia (2010). Amin Nordine, Soladas (2019). Amosse Mucavele, Geografia do Olhar: Ensaio Fotográfico Sobre a Cidade (2017).

Ana Mafalda Leite, Outras Fronteiras: Fragmentos de Narrativas (2019); Livro das Encantações e outros Poemas (2010); O Amor Essa Forma de Desconhecimento (2010). Andes Chivangue, Fogo Preso (2016). Mbate Pedro e António Cabrita, Os Crimes Montanhosos (2018). Armando Artur, Muery, Elegia em Si Maior (2019); A Reinvenção do Ser e da Dor da Pedra (2018). Armindo Mathe, (Des)Contos do Tempo (2016); Romaria: Três Dimensões do Vento (2016). Associação Kulemba, À Volta da Fogueira Vol. I (2016); À Volta da Fogueira, Vol II (2017); À Volta da Fogueira, Vol III (2018).

Aurélio Furdela, As Hienas Também Sorriem (2012); Saga d’Ouro (2019). Beni Chaúque, As Vozes d(o) Eus d (e) Eu (2015). Benjamin João E Carmen Muianga: João, a Donzela e o Monstro das Doze Cabeças (2018). Bento Baloi, Recados da Alma (2016). Bento Sitoi, Zabela (2013). Calane da Silva, Gotas de Sol: a Manifestação da Palavra (2015). Carla Soeiro, Entre Prosa e Poesia, Apenas Escrevia (2016). Carlos dos Santos, Ecos das Sombras (2016); O Pastor de Ondas (2010); A Quinta Dimensão (2010); As Cores da amizade (2011); Um Passeio pelo céu (2012); O mundo e Mais Eu (2013); O Caçador de Ossos (2013); Bichinho da Curiosidade (2014); O Passeio das Espécies (2015); Os Pastores de Letras (2016). Carlos Osvaldo, Amorismo, ou as Vidas do Bernardo Souto (2010); Omitir não é Mentir (2014); Bárbara(mente) (2012); Paternizando Diário de um Pai em Cativeiro (2017).

Carlos Paradona, Carota N’tchakatcha, Feitiços e Mitos (2018); N’tsai Tchassassa, a Virgem de Missangas (2013).  Celina Macome/ “Clássica”, Embarque na Escrita Poética (2017). Celso Cossa, 7 Estórias sobre a Origem de Quem come Quem (2015); Celso Cossa e Alberto Correia, A Capoeira dos Sete Pintos (2017); Celso Cossa e Luís Cardoso, O Gil e Bola Gira (2016); Celso Cossa e Luís Cardoso, O Menino que Odiava Números (2019). Chikampunda, O Sabor do suor (2017). Clarice Machanguana, A Estrela, Luz da Minha Alma (2013). Cláudia Chatonda Elija, A Almadia de Remos Negros (2019). Clemente Bata, Outras Coisas: Contos (2016); Retratos do Instante (2010). Cri Essência, Em Busca do Mar Certo (2018). Cristiana Pereira, A Formiga Juju na Cidade das Papaias (2012); A Formiga Juju e o Sapo Karibu (2013); A Formiga juju e o Professor Mosquito (2014); A Formiga Juju e a Borboleta Mwarusi (2018). Ivânea Mudanisse/”Dama do Bling”, Melissa e o Arco-íris (2011).

 Dany Wambire, O Curandeiro Contratado pelo Meu Edil (2015); A Adubada Fecundidade e Outros Contos (2016); Sobresalente (2018); Quem Manda na Selva (2016). Delmar Gonçalves, Edmar e a Montra da Loja Franca (2020); Entre Dois Rios com Margens (2013). Deusa d’Africa, Ao Encontro da Vida ou da Morte            (2014); Equidade no Reino Celestial  (2014); A Voz das Minhas Entranhas (2014). Diogo Araújo Vaz, A Ira da Chama, (2010). Diogo Araújo Vaz, Diário de um Positivo (2012); Os Novos Contos de Guicalango (2017). Dragão Bee Yoni, A Virgem Prostituta da Montanha (2018). Eduardo Alfredo, Embericano (2017); Jorge de Diocese (2019). Eduardo Quive/ “Xiguiana da Luz”, Lágrimas da Vida, Sorriso da Morte (2012). Eduardo White, O Libreto da Miséria (2012). Eliana N’zwalo, Elefante Tendai e os Primos Hipopótamos (2020). Élio Mudender, A Cidade Subterrânea 2012); Eliodoro Baptista Jr., Detalhes de uma Vida de Silêncio (2017); Énia Lipanga, Sonolência e alguns rabiscos (2020). Eunice Matavele, Retalhos de uma Vida (2013).

 Euse Patrício, Vozes Malogradas (2015). Fátima Langa,   O Leão, a Mulher e a Criança (2016); O Coelho e a Água (2012); O Rapaz e a Raposa (2012); O Galo e o Coelho (2015); A Gazela, o Carneiro e o Coelho (2015); Ndinema e o Final de Ano (2015); Memórias de uma Enfermeira (2016). Florentino Kassotche, Moçambicanamaniamente (2016). Francelino Wilson/ “Mukwarura”, Nykakwe a Reforma da Prostituta (2010). Francisco V. da Costa e Victor T. Jr., Vida Desregrada (2010). Fraviga O Xiphene, Caminho de Herói (2019). Guilherme Ismael, Os Dois Casamentos do Mutante Sancho. (2013). Hélder Faife, Contos de Fuga (2010); Poemas em Sacos Vazios que Ficam de Pé   (2010); Desdenhos: Temas Infantis para Adultos (2017); Pandza (2013); Hélder Faife/Mauro Manhiça, As Armadilhas da Floresta (2014).

 Hélder Libelela, Círculo da Vida (2018). Hélder Muteia, O Barrigudo e Outros Contos (2018); Nyambarro (2018). Helga Languana/“Clássica, Prédio 333 (2014). Heliodoro Baptista, Por Cima de Toda folha (2019). Hipólito Sengulane, Um Pulsar de Fel (2010). Hirondina Joshua, Os Ângulos da Casa (2016).  Isabel Gil e Soerano Marcelo, Canto Poemas sobre Meninos e Pássaros (2010). Ivone Machado/”Npaiy”, Em contos: Diário de Maputo (2016). Ivone Soares, Salpicos de Águas e Sóis – Meu eu Poético (2019). Jaime Munguambe, As Idades do Vento (2016). Japone Arijuane, Dentro da Pedra ou as Metamorfoses do Silêncio (2014); Ferramentas para Desmontar a Noite (2020). Jofredino Faife, Filha de um Deus Menor (2012). José Craveirinha, Moçambique e outros Poemas Dispersos (2018).

JP Borges Coelho, Rainhas da Noite (2013); Ponta Gêa (2017); Quatro Histórias  (2019); JP. Água, uma Novela Rural (2013); O Olho de Hertzog (2010); Coelho Cidade dos Espelhos (2011). Júlio Carrilho, De Noite o mar (2019). Juvenal Bucuane, Meu Mar (2019); Crendice ou Crença – Quando os Manes Ancestrais se Tornam Deuses (2012); O Fundo Pardo das Coisas (2014). Karina Jamal, Bipolaridade do Amor (2017); Mulheres Resilientes (2019); Meu Chefe, Meu Pecado           (2019). Leko Nkhululeko, Há Gritos no Silêncio (2011); Bíblia Longe (2018). Léo Cote, Carto Poemas de Sol a Sal (2012); Campo de Areia (2019); Total Poesia (2013). Lica Sebastão, Ciclos da Minha Alma - Cidade, Sol e Vento (2015); Poemas sem Véu (2010); Terra, Vento e Fogo (2015). Lídia Musá, O Lado Oculto (depoimentos entre ficção e realidade) (2015). Lília Momplê, Neighbours (2012). Lino Mukuruza, Vontades de Partir e Outros Desejos (2014); Almas em Tácitas (2015). Lúcia Baptista, Serpentear nas Esteiras do Tempo (2012).

Lucílio Manjate, A Triste História de Barcolino: o Homem que Não Sabia Morrer            (2017); Rabhia (2019); O Contador de Palavras (2011); A Legítima dor da Dona Sebastiana (2013). Luís Carlos Patraquim, Impia Scripta (2011); O Deus Restante (2017); O Cão na Margem (2017); Enganações de Boca (2010). Luís Cezerilo, Sons para a Minha Amada (2013). Makunda Pinho, Mulher de kuMpeia (2018). Malahleki Sambu, Feteni, o Aldeão de Lipangu (2014). Manuel Multimucuio, Moçambique com Z de Zarolho (2018); Visão (2017). Manuela Xavier “Emy Xys, Contar Ser Gregos (2012); Cada Ver em Vez de Viver (2016); Espelho (2011); De Sol Acções a Sol Unções (2013); Escritas na Mão do Mar à Ria (2015).

 Marcelo Panguana, O Chão das Coisas (2010); Como um Louco ao Fim da Tarde (2010); O Vagabundo da Pátria (2016); Marcelo Panguana e Luís Cardoso, Leorna, a Filha do Silêncio (2011). Márcia Santos/“Rinkel”,  Emoções e Abstrações (2011). Margarida Abrantes, O Cavalo e a Borboleta (2017). Margarida Abrantes, O Sonho de Menina (2015). Mário Secca, A Criação da Memória (2015). Martins Mapera, Poema Aberto e a Tela da Diversidade (2017). Matos Mathonse, A Sombra dos Sonhos (2017). Mauro Brito e Bárbara Marques, Passos de Magia ao Sol (2016). Mauro Manhiça, Cheio de Tão Vazio (2014). Mavildo – M. P. Bonde, A Descrição das Sombras; Ensaios Poéticos (2017). Mbate Pedro, Debaixo do Silêncio que Arde (2015); Vácuos (2017). Melita Matsinhe, Ignição dos Sonhos (2017).

Mia Couto, Mulheres de Cinza (2015); O Outro Pé da Sereia (2016); O Bebedor de Horizontes (2017); A Confissão da Leoa (2012); A Espada e a Azagaia (2016). Mia Couto e E. Agualusa, O Terrorista Elegante e outras Histórias (2019). Mia Couto/Malangatana, O Pátio das Sombras (2010). Miller A. Matine, Talakune (2018); Este Conto Não tem Titulo (2018); Quando o Meu corpo Estava Devastado (2018); Mélissa Mia Petaloúda (2019); Brogúncias do meu Bairro (2019). Mouzinho Narope, O Ventre das Missangas (2019). Mulahleki Sambu, O Aldeão do Lipango (2014). Natália Constâncio, O Homem que Vivia Dentro dos Sonhos (2016); O Roubo das Letras e das Cores do Arco-Íris (2015); A Súplica de D. Pedro (2014). Nelson Lineu, Cada um em Mim (2014); Asas da Água (2019). Nizete Monteiro, 50 Poemas da Nilzete, (2010). Osvaldo das Neves, A Vingança de Jesus Cristo (2014).

Paula Lovena, A Espontaneidade do Eu (2019). Paulina Chiziane, O Canto dos Escravos (2017); Imagine África (2014); Balada do Amor ao Vento (2017); O Alegre Canto da Perdiz (2010); Na Mão de Deus (2016); As Andorinhas (2013); Paulina Chiziane e Mariana Martins, Ngoma Yetu: o Curandeiro e o Novo Testamento (2013).  Paulina chiziane e Rasta Pita,         Por quem Vibram os Tambores do Além (2013). Pedro Chissano, Algumas Estórias & Brincadeiras com B Grande (2012). Pedro Pereira Lopes, O Mundo que Iremos Gaguejar de Cor (2017); Mundo Grave (2018); A Invenção do Cemitério (2019); O Homem dos 7 Cabelos (2012).  Pedro Pereira Lopes e Filipa Pontes, Viagem pelo Mundo num Grão de Pólen e outros Poemas (2013). Pedro Pereira Lopes E Luís Cardoso, A História de João Gala-Gala (2017). Pedro Pereira Lopes E Walter Zand, Kanova e o Segredo da Caveira (2013); O Comboio que Andava de Chinelos (2019).

Rafael Inguane, Carta para uma Cabocla    (2013). Rogério Manjate, Cicatriz Encarnada (2017); Rogério Manjate e Celestino Mudaulane, Wazi (2011). Rogério Manjate e Ivone Ralha, O Coelho que Fugiu da História (2019). Romão Cossa, A Ministra (2011). Sadya Bulha, Um pé de Amarílis (2019); Sangare Okapi, Os Poros da Concha (2017); Mesmos Barcos Ou Poemas De Revisitação Do Corpo (2017). Sara Rosário, A Sementinha que Veio do Saco de Sementes (2017). Sebastião Alba, Ventos da Minha Vida (2018). Sérgio Raimundo, Avental de um Poeta Doméstico       (2015). Sérgio Veigas, O Velho e o Mato (2014). Sérgio Vinga, Gona Dzololo e outros Contos (2018). Siahepe Faife, Kupitakufando (2019). Sónia Jona e José Carquete, O Ritual de Águeda e Monte Binga (2010). Sónia Sultuane, Roda das Encarnações (2016); Celeste, a Boneca com Olhos Cor de Esperança (2017); A Lua de N'weti (2014); Roda das Encarnações (2016). Suleiman Cassamo, A Carta da Mbonga (2016). Tânia Tomé Agarra-me o Sol por trás (2010); Conversas com a Sombra (2011). Tatiana Pinto e Fábio Capelão, O Coração Apaixonado do Embondeiro (2011/2016). Tatiana Pinto e Tomás Muchanga, A Viagem            (2012).

Teresa Taimo, Regresso do Descontente (2019). Teresa Xavier Coito, Em Busca das Origens - Os Benefícios da Mudança (2015). Ungulani ba ka khosa, Entre as Memórias Silenciadas (2013); Cartas de Inhaminga (2017); Gungunhana (2017); Ungulani ba ka Khosa e Américo Manave, O Rei Mocho (2012). Vana Vapamuzi, Um e outros Telegramas (2018). Vários autores (Oficina Criativa), O Dia em que as Palavras Desapareceram (2018). Virgília Ferrão/”Awaji Malunga”, O Inspector Xindzimila (2016). Yoyô de Jesus, Filosofias da Vida (2013).

 

*Sara Jona Laisse é docente na Universidade Politécnica e membro do Movimento Internacional de Mulheres Cristãs, Graal. Contacto: saralaisse@yahoo.com.br.

 

 

 

 


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