Livro inédito de Albino Magaia lançado esta terça na Fundação Leite Couto

Livro inédito de Albino Magaia lançado esta terça na Fundação Leite Couto

Duas vidas à procura do mar e outros contos é o título do livro inédito de Albino Magaia que será lançado às 18 horas desta terça-feira, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo.

O livro de ficção lançado a título póstumo – Albino Magaia faleceu há nove anos –, na verdade, inaugura a colecção “Gosto de ler”, da Fundação Fernando Leite Couto, a qual funciona como homenagem àquele autor. E o editor Celso Muianga, da Fundação Fernando Leite Couto, explica: “É, no fundo, uma passagem de testemunho, uma homenagem a Albino Magaia. O autor, enquanto director da revista Tempo, criou a colecção gostar de ler. Não quisemos fugir a isso. Sabíamos que ele tinha no espólio alguns contos inéditos. Por isso vai inaugurar esta colecção da Fundação Fernando Leite Couto, que é uma resposta à falta de leitura”.

De acordo com Leia Magaia, a viúva de Albino Magaia, quando o marido faleceu estava a trabalhar no livro Duas vidas à procura do mar e outros contos e num outro sobre as crónicas do Niassa, onde viveu algum tempo. Então, o célebre autor deixou, além do livro agora publicado, mais textos inéditos.  “Nós já tínhamos a sede de publicar estes textos do Albino. Eu acompanhei o processo criativo dele, nos últimos anos de vida. Conheci o plano dele em termos de publicações. Além dos contos deste livro, Albino deixou mais crónicas inéditas que gostaria de ter publicado”, revelou a viúva do escritor, realçando que publicar este livro de Albino Magaia é uma obrigação dela e da família em geral.  

Além de escritor, Albino Magaia foi um importante jornalista, que, inclusive, formou muitos profissionais da área de informação a seguir à independência nacional. Graças ao escritor e jornalista, a revista Tempo teve a Gazeta de Artes e Letras (inicialmente coordenada por Luís Carlos Patraquim), privilegiado espaço de promoção de poemas, contos, autores e de debates sobre literatura moçambicana, cinema, artes plásticas e etc. Aliás, o primeiro concurso literário moçambicano, em 1980/81, foi promovido pela revista Tempo. Como se sabe, não houve vencedor, mas uma menção honrosa ao conto “Abatido ao efectivo”, de Guilherme Afonso.

Albino Fragoso Francisco Magaia nasceu a 27 de Fevereiro de 1947. Veterano de luta contra o regime colonial português, chegou a ser preso pela PIDE, o que lhe valeu a obra Yô Mabalane. Na juventude, foi membro do Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM) e, mais tarde, membro do Conselho de Administração da Sociedade de Notícias. Foi um dos impulsionadores da Organização Nacional de Jornalista, actualmente Sindicato Nacional de Jornalistas. Magaia foi membro fundador da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). O seu espólio literário inclui ainda livros como: Assim no tempo derrubado; Malungate; A força da palavra, trilogia do amor (Prémio Consagração da Fundac); e Moçambique: raízes, identidades, unidade nacional.

Duas vidas à procura do mar e outros contos é um livro constituído por cinco textos: “Duas vidas à procura do mar”, “Itinerários”, “Os fugitivos” e “Fertilidade da terra no ventre de Ntavasse”. O leitor atento deve ter notado que falta um texto. Pois é, logo saberá qual é quando o tiver a obra nas mãos.

 

 

 

 


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